
OUTRO ATAQUE VIA HARD WALLET Alguém adquiriu uma empresa no circuito de revenda oficial da Ledger no Sudeste Asiático e, segundo as acusações, usou a empresa para vender dispositivos adulterados. A CryptoBilis operava na Malásia, Indonésia e Filipinas. Desde ontem surgiram saques de carteiras ligadas a quem comprou deles: estimativas on-chain falam em mais de 80 milhões de dólares (Bitcoin, Ethereum, Tron), valor ainda não confirmado pela Ledger. A hipótese mais citada é um ataque à cadeia de suprimentos: hardware com um módulo espião oculto (módulo LTE escondido onde deveria estar o painel da tela, conectado ao barramento do dispositivo) que intercepta a frase semente durante a configuração. A esse respeito, o ex-CEO do Mt. Gox, Mark Karpelès, descreveu um dispositivo recebido da Malásia exatamente com esse tipo de implantação. Em resumo, a CryptoBilis foi vendida em março e, segundo os registros corporativos, desde 3 de agosto, 100% das cotas pertencem a um indivíduo chamado Jiaming, com residência na província de Heilongjiang, na China. O novo proprietário, após comprar a CryptoBilis do antigo titular malásio, teria imposto um acordo de confidencialidade que o proibia de anunciar a venda até 19 de outubro. Na imagem anexa, vê-se exatamente a resposta do antigo titular a uma postagem no perfil X da CryptoBilis, onde ele admite que a nova gestão controla a conta e as operações e que ele não tem mais acesso. A Ledger pediu à CryptoBilis para interromper as expedições e alertou os clientes que compraram dispositivos nos últimos 90 dias para não configurarem o dispositivo ou transferirem os fundos para uma nova Ledger com uma nova frase semente. Em resumo: em vez de hackear a Ledger, esse grupo criminoso atacou o elo mais fraco da cadeia oficial e “colocou” dispositivos adulterados. A investigação ainda está em andamento. Fiquem atentos. #crypto #Ledger


