O mesmo argumento se aplica a cada dólar em sua carteira: ele não produz nada, não fabrica nada e gera fluxo de caixa zero, contudo ninguém chama a moeda de inútil, pois entendemos que sua função é monetária, não produtiva. O ouro não está competindo com empresas ou fábricas; ele está competindo com moedas e títulos soberanos, e nesse critério, a comparação é desastrosa: o dólar perdeu 99% do seu valor em relação ao ouro desde 1971, enquanto o ouro se valorizou em cerca de 8% ao ano no mesmo período, com risco de contraparte zero, taxas de gestão zero, nenhuma manipulação de resultados e nenhum risco de falência. O argumento do “maior tolo” também desmorona sob escrutínio, pois o ouro teve compradores dispostos por 5.000 anos em todas as civilizações, todos os sistemas monetários e todas as ordens geopolíticas que já existiram — um histórico de liquidez mais longo do que qualquer bolsa de valores, qualquer moeda ou qualquer mercado de títulos governamentais na história da humanidade. E agora, 95% dos bancos centrais, os gestores de balanço mais sofisticados da Terra, esperam aumentar suas reservas de ouro em 2026. Chamar o ouro de inútil coloca você em conflito intelectual direto com as pessoas que realmente entendem melhor o risco monetário sistêmico do que qualquer outra.

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