Suprema Corte dos EUA unânime amplia o poder da SEC para recuperar ganhos ilegais

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A Suprema Corte dos EUA decidiu em 4 de junho expandir a autoridade da SEC para recuperar ganhos ilegais, alinhando-se aos esforços da CFT (Combate ao Financiamento do Terrorismo). A decisão em Sripetch v. SEC permite que a SEC exija que os réus entreguem os lucros sem precisar comprovar prejuízos aos investidores. Ongkaruck Sripetch esteve envolvido em fraude de ações de penny. A decisão esclarece que apenas os lucros líquidos devem ser devolvidos. A SEC já utilizou esse precedente em casos de criptomoedas contra Ripple e Terraform Labs. Implicações fiscais sobre ganhos de capital podem agora ser mais relevantes em ações de fiscalização. A decisão remove um obstáculo jurídico fundamental para a agência.

A Suprema Corte dos EUA acabou de conceder à SEC sua vitória mais clara em anos. Em uma decisão unânime emitida em 4 de junho, a Corte decidiu que a agência pode obrigar os réus a entregar os lucros ilegais sem precisar primeiro provar que investidores específicos sofreram perdas financeiras.

A decisão em Sripetch v. SEC resolve uma desacordo de longa data entre os tribunais de apelação federais e oferece à SEC um caminho mais direto para uma de suas ferramentas de aplicação mais poderosas: a restituição.

O que o tribunal realmente decidiu

O juiz Neil Gorsuch, escrevendo em nome dos nove juízes, estabeleceu um princípio simples. A SEC não precisa demonstrar que uma pessoa específica perdeu dinheiro. Ela precisa apenas mostrar que o réu se beneficiou ao violar a lei.

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A decisão vem com uma medida de segurança. A restituição deve ser limitada aos lucros líquidos do réu provenientes da conduta ilegal, não à receita bruta ou a alguma estimativa inflada.

O caso girou em torno de Ongkaruck Sripetch, que participou de múltiplos esquemas de pump-and-dump de ações de baixo valor entre 2013 e 2019. Um tribunal inferior havia ordenado que ele entregasse aproximadamente US$ 2,25 milhões em lucros, mais mais de US$ 1 milhão em juros pré-julgamento.

A defesa de Sripetch baseou-se no argumento de que a SEC não havia identificado investidores específicos que sofreram prejuízos com seus esquemas. Vários circuitos federais estavam divididos sobre se esse tipo de prova era necessário. A Suprema Corte concedeu o certiorari em 9 de janeiro, ouviu os argumentos orais em 20 de abril e resolveu definitivamente a questão: não é.

Por que a restituição é mais importante do que você pensa

No ano fiscal de 2025, a SEC obteve mais de US$ 2,7 bilhões em remédios monetários totais. A restituição representou mais da metade desse valor.

Antes desta decisão, os réus em certos circuitos podiam contestar ordens de restituição alegando que a SEC não havia demonstrado suficientemente o dano a vítimas identificáveis. Esse argumento agora está descartado em todos os tribunais federais. A divergência entre os circuitos havia criado um cenário de aplicação desigual, onde o poder da SEC variava conforme a localização geográfica. A decisão unânime elimina essa inconsistência.

A perspectiva cripto

A SEC historicamente utilizou a restituição como ferramenta central em suas ações de fiscalização no setor de criptomoedas. Casos contra empresas como Ripple e Terraform Labs envolveram a agência buscando recuperar lucros provenientes do que caracterizou como ofertas de títulos não registrados. Nesses contextos, identificar investidores especificamente prejudicados pode ser extraordinariamente difícil, dado que os tokens são negociados em mercados globais, muitas vezes pseudônimos.

Ao remover a exigência de comprovar dano financeiro aos investidores individuais, o Tribunal reduziu efetivamente o patamar para que a SEC busque restituição nos exatos tipos de casos que definem a aplicação da lei em criptoativos. Um emissor de token que lucra com a venda do que a SEC considera um título não registrado agora pode enfrentar restituição sem que a agência precise rastrear e documentar perdas para cada comprador.

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