Câmara dos Lordes do Reino Unido critica propostas regulatórias de stablecoins por falta de competitividade

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Citando a TechFlow, o Comitê de Regulação de Serviços Financeiros da Câmara dos Lordes do Reino Unido publicou um relatório de 71 páginas intitulado "Stablecoins: Waiting for Regulation". O relatório critica o quadro regulatório britânico para stablecoins como fraco em comparação com os EUA (Lei GENIUS) e a UE (MiCA). Destaca preocupações com a regra de reserva de 40% do Banco da Inglaterra para stablecoins sistemicamente importantes, que coloca em risco a rentabilidade e a conformidade com a CFT. Limites propostos de detenção e regras de resgate T+1 são vistos como onerosos operacionalmente. O comitê apoia o mecanismo de empréstimo de suporte à liquidez, mas exorta os reguladores a finalizarem a regulamentação das stablecoins até 25 de outubro de 2027, com uma abordagem equilibrada e baseada em princípios.

De acordo com o relatório da Comissão de Serviços Financeiros do Parlamento britânico, intitulado “Stablecoins: Waiting for Regulation”, o valor de mercado global de stablecoins já ultrapassou US$ 310 bilhões, mas o mercado britânico de stablecoins em libra esterlina ainda está em estágio inicial, com a construção de seu quadro regulatório claramente atrasada em relação aos Estados Unidos (Lei GENIUS) e à União Europeia (MiCAR). O relatório apresenta diversas críticas às propostas regulatórias atuais da Financial Conduct Authority (FCA) e do Bank of England, destacando: • O Bank of England exige que emissores de stablecoins sistemicamente importantes mantenham pelo menos 40% de seus ativos de reserva como depósitos sem juros no banco central, uma exigência que a indústria considera prejudicial à rentabilidade dos emissores e à competitividade internacional do mercado britânico; • Os limites propostos de detenção (£20.000 por indivíduo e £10 milhões por empresa) são considerados extremamente difíceis de implementar e podem inibir o desenvolvimento do mercado de stablecoins em libra esterlina; • O requisito de resgate T+1 imporá uma enorme carga operacional aos emissores; • A regra da Prudential Regulation Authority (PRA) que restringe instituições depositárias de emitir stablecoins sob marcas independentes é considerada excessivamente rigorosa. O relatório também reconhece positivamente o mecanismo proposto pelo Bank of England para empréstimos de suporte à liquidez, classificando-o como uma iniciativa regulatória inovadora que supera outras jurisdições principais. A comissão exorta os reguladores a cumprir rigorosamente o cronograma estabelecido, garantindo que o quadro regulatório completo entre em vigor em 25 de outubro de 2027, e recomenda adotar uma abordagem regulatória orientada por princípios e tecnologicamente neutra, a fim de alcançar um equilíbrio razoável entre estabilidade financeira e inovação de mercado.

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