É dia de eleição, e a criptomoeda é um dos maiores investidores nas propostas da votação.
Três super PACs de criptomoeda (FairShake e seus afiliados, Digital Freedom Fund e Fellowship Fund) investiram aproximadamente US$ 170 milhões nestas eleições intermediárias, segundo a CoinDesk. São apenas esses três PACs, não todo o setor. E o alvo mais caro é um único homem: Sherrod Brown, em Ohio. O FairShake sozinho gastou cerca de US$ 56 milhões contra ele (CoinDesk), mais US$ 7,2 milhões do Digital Freedom Fund, apoiado pelos Winklevoss.
Por que ele? Brown presidiu o Comitê Bancário do Senado e foi uma das vozes mais duras contra a criptomoeda. O setor já gastou cerca de US$ 40 milhões para derrotá-lo em 2024. Agora, ele está se candidatando novamente.
Aqui está o detalhe inesperado. Em 1º de novembro, a Kalshi dava a Brown 68% de chance de vitória, e uma recente pesquisa do Marist o colocava à frente por 4 pontos. Portanto, a campanha mais cara de uma única questão do ciclo pode acabar perdendo a corrida que mais importava para ela.
Duas maneiras de interpretar isso. Uma: dinheiro não compra votos, e os eleitores percebem quando um setor tenta demais. Duas: a linha usada pela Coinbase e pela Ripple: o retorno já veio por meio dos reguladores, independentemente de quem vença hoje.
Minha interpretação: hoje é o primeiro verdadeiro balanço da criptomoeda como lobby político. Se Brown vencer mesmo assim, espere muito menos narrativas de que “eleitores de cripto decidem eleições” no próximo ciclo...