
O caso envolvendo o ex-ministro da Cultura San Giuliano finalmente chegou ao tribunal. A questão não é o próprio escândalo amoroso, mas se atos como interferência ilegal na vida privada e assédio realmente constituem crimes. Entre as testemunhas está também Lanucci, da “Report”. Em 6 de outubro de 2026, em Roma, começou o julgamento da ré Maria Rosaria Bocca. O caso teve origem na denúncia do ex-ministro da Cultura, Gennaro San Giuliano, e a ré é acusada de assédio qualificado, lesão corporal, interferência ilegal na vida privada, difamação e falsificação de currículo relacionado à organização de eventos. San Giuliano, sua esposa e o ex-chefe de gabinete do Ministério da Cultura, Francesco Giorgioli, participam como partes civis. O que torna este julgamento interessante é a lista de testemunhas: o ex-apresentador da “Report”, Sigfrido Lanucci, o atual ministro da Cultura, Alessandro Giuli, e o CEO da RAI, Gianpaolo Rossi. Como a “Report” divulgou as gravações centrais do caso, a presença de Lanucci como testemunha tem grande relevância. No entanto, há um ponto que deve ser legalmente distinto. Em outro processo em que San Giuliano e sua esposa acusaram Lanucci e outros pelas mesmas gravações, o tribunal de Roma encerrou a investigação em abril de 2026, considerando que faltavam os elementos subjetivos para caracterizar a interferência ilegal como crime. Ou seja, o testemunho de Lanucci neste julgamento não significa que ele seja réu neste caso. Seu depoimento visa esclarecer no tribunal o que ocorreu entre San Giuliano e Bocca e quais atos podem ser considerados criminosos. A próxima data está marcada para 15 de janeiro de 2027, quando a esposa de San Giuliano e o ex-chefe de gabinete Giorgioli deverão depor; o interrogatório do próprio ex-ministro da Cultura está previsto para 5 de fevereiro.

