O crédito privado agora é um problema de visibilidade de US$ 2 trilhões O aviso do FSB sobre o crédito privado não trata realmente de um canto assustador do empréstimo que de repente ficou muito grande. Trata-se de um mercado agora estimado entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2 trilhões, cujo mapa básico ainda está incompleto. Esse é o problema. O crédito privado já não é mais um canal alternativo organizado para mutuários do mercado intermediário que os bancos decidiram não tocar. Ele agora está distribuído entre bancos, gestores de ativos, seguradoras, estruturas de private equity, veículos semilíquidos, financiamento de fundos, linhas de crédito rotativas e parcerias estratégicas. O risco não é apenas perdas de crédito. O risco é que ninguém tem uma visão limpa e padronizada de onde as perdas se materializarão. A opacidade é o preço O FSB apontou as falhas óbvias: falta de dados granulares em nível de fundo e de empréstimo, nenhuma definição global harmonizada, práticas de avaliação opacas, classificações privadas, alavancagem, desajustes de liquidez e empréstimos concentrados em setores como tecnologia, saúde e serviços. Nada disso importa muito em um cenário benigno. Importa quando os preços são questionados, as janelas de refinanciamento se fecham e “mantido em par” começa a parecer uma negociação em vez de uma avaliação. O uso de pagamento em espécie aumentou, os inadimplências estão subindo de níveis baixos e a base de mutuários tende a ser de menor qualidade e mais alavancada do que os mutuários comparáveis nos mercados públicos. É exatamente aí que os mercados privados podem parecer calmos até o momento em que não são mais. Os bancos ainda estão na sala A linha reconfortante é que a exposição direta dos bancos parece pequena. A linha menos reconfortante é que o FSB identificou cerca de US$ 220 bilhões em linhas de crédito contratadas e não contratadas dos bancos para fundos de crédito privado, enquanto estimativas comerciais variam de US$ 270 bilhões a US$ 500 bilhões. Os bancos podem não possuir todos os empréstimos, mas financiam o ecossistema, fornecem linhas rotativas, estruturam transferências de risco e fazem parcerias com os gestores. As seguradoras também importam, pois balanços ávidos por rendimento foram puxados mais profundamente para o crédito privado por meio de alocações, classificações e relacionamentos com gestores de ativos. Este é o problema de segunda ordem. O crédito privado pode ser privado, mas as ligações de financiamento não são isoladas. Conclusão: o crédito privado não precisa ser “o próximo 2008” para ser um problema sistêmico; ele só precisa ser grande, alavancado, interconectado e mal visível quando o ciclo finalmente mudar.

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