Vietnã propõe ativos digitais como garantia para empréstimos a PMEs

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O Ministério das Finanças do Vietnã propôs alterações na regulamentação de ativos digitais para permitir que PMEs usem ativos digitais, ativos virtuais e propriedade intelectual como garantia para empréstimos. O projeto, aberto para comentários públicos de 25 de maio a 29 de maio de 2026, será submetido à Assembleia Nacional em outubro de 2026, com uma data potencial de início em 1º de julho de 2027. A medida visa aumentar o acesso das PMEs ao crédito, que atualmente representa apenas 19-20% dos empréstimos bancários totais, apesar de compor mais de 98% das empresas registradas. A inclusão de ativos de risco, como ativos digitais, como garantia pode sinalizar uma aceitação institucional crescente no Vietnã.

O Vietnã acaba de dar um dos passos mais concretos já dados por qualquer governo do Sudeste Asiático para integrar ativos digitais na finança tradicional. O Ministério das Finanças do país propôs emendas que permitiriam a pequenas e médias empresas usar ativos digitais, ativos virtuais e propriedade intelectual como garantia ao tomar empréstimos de bancos.

Este não é um sinal de política vaga nem um whitepaper acumulando poeira. O rascunho foi lançado para comentários públicos entre 25 de maio e 29 de maio de 2026, com planos de submetê-lo à Assembleia Nacional em outubro de 2026. Se aprovado, as novas regras entrarão em vigor em 1º de julho de 2027.

Por que as PMEs precisam de novas opções de garantia

Pequenas e médias empresas representam mais de 98% de todos os negócios registrados no Vietnã, mas captam apenas cerca de 19-20% do crédito bancário total.

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Os empréstimos outstanding para PMEs totalizaram quase VND 3,8 quatrilhões, aproximadamente US$ 144,2 bilhões, até o final de abril de 2026. O Ministério da Fazenda enxerga claramente espaço para aumentar significativamente esse número se as regras de garantia se tornarem mais flexíveis.

As propostas de emendas ampliariam os colaterais aceitáveis para incluir ativos digitais, ativos virtuais, direitos de propriedade intelectual, ativos futuros e outros ativos intangíveis. O projeto também incentiva os bancos a adotarem abordagens de empréstimo baseadas em fluxos de caixa, planos de negócios e classificações de crédito, em vez de exigir garantias em ativos fixos.

O cenário político e econômico

Esta proposta está alinhada com a Resolução 68-NQ/TW do Politburo, que posiciona o setor privado como um motor fundamental do crescimento econômico do Vietnã.

Em 2017, o Banco Estadual do Vietnã proibiu o uso de ativos virtuais para pagamentos, resultando em um status jurídico incerto para a propriedade e negociação desses ativos. De 2025 a 2026, o governo iniciou um programa-piloto de cinco anos para supervisionar exchanges de ativos digitais e a concessão de licenças a provedores de serviços, envolvendo vários bancos e conglomerados. Ao nomear explicitamente ativos digitais e virtuais como garantias aceitáveis sob a lei de empréstimos, o Vietnã estaria conferindo a esses ativos uma forma de legitimidade institucional que ainda não desfrutaram no país.

O que isso significa para os investidores

Se isso for aprovado, os ativos digitais no Vietnã ganham uma função além da negociação e da especulação. Eles se tornam instrumentos financeiros produtivos que podem liberar capital do mundo real.

O desafio é a avaliação e a gestão de riscos. Os bancos precisarão de estruturas para avaliar o valor dos ativos digitais, cujos preços podem variar significativamente. A proposta em rascunho não especifica exatamente como os bancos devem avaliar esses ativos ou gerenciar o risco de liquidação, o que significa que os detalhes de implementação entre agora e julho de 2027 serão extremamente importantes.

O cronograma, com uma submissão à Assembleia Nacional em outubro de 2026 e um lançamento previsto para meados de 2027, dá aos reguladores aproximadamente um ano para trabalhar nesses detalhes.

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