Os ETFs de bitcoin à vista nos EUA, após uma breve interrupção da saída contínua, voltaram a apresentar saída líquida. Em 5 de junho, esses produtos registraram saída líquida diária de aproximadamente US$ 326 milhões, sendo que o IBIT, da BlackRock, teve saída de US$ 214 milhões, tornando-se o produto com maior retirada no dia. No mesmo período, o bitcoin caiu temporariamente para cerca de US$ 59.100, antes de retornar acima de US$ 61.000.
Em 5 de junho, saída diária de US$ 326 milhões
Os dados da SoSoValue mostram que os ETFs de bitcoin à vista nos EUA registraram saída líquida de US$ 325,69 milhões no dia, invertendo o pequeno influxo líquido de apenas US$ 3,05 milhões do dia anterior. A retirada de fundos ocorreu em sincronia com a queda do bitcoin, indicando clara redução na aversão ao risco do mercado.

Por produto individual, o IBIT registrou saída de US$ 213,7 milhões em um único dia, o maior valor entre todos os ETFs. O relatório menciona que, nos Estados Unidos, os ETFs de bitcoin à vista acumularam saída líquida de aproximadamente US$ 2,43 bilhões em maio e mais US$ 1,4 bilhão nos três primeiros dias úteis de junho, indicando que a demanda por capital institucional ainda não se estabilizou.
As posições ainda estão abaixo dos picos anteriores
A plataforma de dados on-chain CheckonChain mostra que os ETFs de Bitcoin spot nos Estados Unidos atualmente detêm aproximadamente 1.277.000 BTC. Embora esse número ainda seja ligeiramente superior ao nível de fevereiro deste ano, está cerca de 7,2% abaixo do pico atingido em outubro, indicando que os BTC resgatados e vendidos ainda não foram totalmente repostos.
O Citigroup, em seu relatório mais recente, afirmou que o mercado pode estar subestimando o impacto da demanda por ETFs sobre o preço do Bitcoin. O banco considera que a fraqueza recente nos preços não é principalmente causada por empresas individuais vendendo pequenas quantidades de Bitcoin, mas sim pelo contínuo fluxo de saída de fundos dos ETFs.
Expectativas de juros mais duras pressionam ativos de risco
Além da resgate de ETFs, o ambiente macroeconômico também está exercendo pressão. Os dados de emprego dos Estados Unidos divulgados esta semana superaram as expectativas, levando o mercado a reduzir as apostas em cortes de juros pelo Fed, pressionando ativos de risco como ativos digitais.
O BNP Paribas também ajustou sua avaliação anterior sobre a política monetária, passando a prever que o Fed elevará as taxas três vezes a partir de dezembro. A reportagem sugere que essa expectativa mais hawkish para as taxas de juros pressionou ainda mais o sentimento do mercado, levando o Bitcoin a cair abaixo da marca de US$ 60.000.
US$60.000 ainda é o foco de curto prazo
Analistas consideram amplamente os US$ 60.000 como uma posição-chave atual. Se essa faixa for mantida, o mercado pode experimentar um rebound técnico; se for novamente rompida, pode testar os US$ 55.000 e até mesmo a faixa dos US$ 50.000.

O mapa de calor de liquidações da CoinGlass mostra que uma grande quantidade de posições alavancadas está concentrada na faixa de US$ 67.000 a US$ 75.000. Se o Bitcoin apresentar uma recuperação, essa região pode se tornar um ponto de amplificação da volatilidade. Outra análise indica que, conforme a faixa de precificação MVRV, os níveis de aproximadamente US$ 53.900 e US$ 43.100 são preços historicamente observados durante fortes correções.

