A Visão de Finanças Digitais da ONU coloca Ripple e Stellar no centro de um novo sistema global de pagamentos interoperável
O ressurgimento de um webinar ligado às Nações Unidas renovou a discussão no setor de criptomoedas, após parecer posicionar Ripple e Stellar dentro de uma visão mais ampla para o futuro dos pagamentos globais.
Realizado pelo Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Capital e recentemente trazido à tona pelo pesquisador de criptomoedas SMQKE, a apresentação detalhou o que autoridades descreveram como uma internetwork de pagamento aberta e regulamentada.
Notavelmente, o conceito centra-se em conectar bancos, fintechs, provedores de dinheiro móvel, redes de cartões e sistemas blockchain em um único ecossistema financeiro interoperável.
O que chamou mais atenção foi a inclusão do Ripple e do Stellar em um diagrama de arquitetura de pagamentos globais ao lado de jogadores estabelecidos como SWIFT, Visa e Mastercard.
Em vez de apresentar a blockchain como um substituto para a finança tradicional, o framework enfatizou a interoperabilidadeComo a conformidade tokenizada se encaixa na imagem Um tema principal no webinar foi a conformidade tokenizada, referindo-se à ideia de incorporar regras regulatórias diretamente em sistemas de pagamento programáveis. Neste modelo, verificações de identidade, monitoramento de transações e condições de liquidação podem ser automatizadas na cadeia, potencialmente reduzindo atritos nos pagamentos transfronteiriços enquanto mantém a supervisão regulatória. Dentro dessa estrutura, o Ripple foi associado ao assentamento em tempo real e à liquidação instantânea, resolvendo ineficiências de longa data nas transferências transfronteiriças que normalmente dependem de múltiplos intermediários e tempos de processamento prolongados. Nos bastidores, sistemas de liquidação baseados em blockchain visam reduzir esse processo para execução quase instantânea com custos operacionais mais baixos. Por outro lado, o Stellar foi apresentado no contexto de transferências globais de baixo custo e inclusão financeira, reforçando seu papel em possibilitar o acesso a serviços financeiros transfronteiriços, especialmente em mercados emergentes. Sua colocação no framework reflete o crescente interesse institucional em ferramentas de blockchain que priorizam acessibilidade e eficiência nos pagamentos. A atenção renovada ocorre em um momento de crescente impulso em torno da infraestrutura de ativos digitais.Recentemente, o Ripple conquistou o 16º lugar na lista Disruptor 50 da CNBCSwissHacks 2026
Para a comunidade de criptomoedas, o webinar está sendo amplamente interpretado como uma indicação de que a próxima fase da infraestrutura financeira pode não substituir os sistemas existentes, mas sim conectá-los, com redes blockchain operando como componentes interoperáveis dentro de um cenário global de pagamentos mais integrado.


