A criptomoeda tem um problema de transparência, e isso não é exatamente uma novidade. Projetos de tokens frequentemente são lançados com cronogramas de oferta vagos, alocações de equipe obscuras e divulgações financeiras que variam de “escassas” a “inexistentes”. Uma nova coalizão aposta que padrões voluntários, e não reguladores, podem resolver isso.
A Transparency Alliance lançou o Token Transparency Framework, um padrão de divulgação de código aberto criado para trazer algo semelhante à ordem ao selvagem oeste das informações sobre tokens. A Blockworks está hospedando a iniciativa, com apoio de Felipe Montealegre da Theia, Louis Thomazeau da L1D e Cosmo Jiang da Pantera.
O que o framework realmente abrange
O framework abrange 18 critérios específicos de divulgação. Esses critérios focam em quatro áreas principais: verificação do projeto e da equipe, oferta e alocação de tokens, divulgação financeira e estrutura de mercado geral.
Os projetos podem enviar suas divulgações por meio da plataforma da Blockworks, e o framework permanece aberto para revisões conforme as circunstâncias mudam.
Adoção precoce e os números até agora
A primeira turma de participantes parece um who’s who de projetos DeFi que já tinham reputação por serem relativamente transparentes. Jito, Aerodrome, Raydium, Stride, Jupiter e Morpho estiveram entre os primeiros a apresentar os arquivos.
Até maio de 2026, o TTF havia acumulado 42 arquivamentos totais. Desses, 13 foram envios completos e 29 foram arquivamentos parciais.
Uma auditoria realizada em abril de 2026 pesquisou mais de 150 protocolos. Apenas 9% haviam participado do framework.
Talvez mais revelador do que o número total seja quem está faltando. A auditoria encontrou zero submissões de blockchains de Camada 1, redes de Camada 2 ou protocolos de infraestrutura.
Por que isso importa para o mercado
Quando um token é lançado sem divulgação clara sobre cronogramas de oferta, períodos de bloqueio ou alocações da equipe, os investidores varejistas estão essencialmente voando cegos. Eles não conseguem avaliar adequadamente o risco de diluição, não conseguem modelar a pressão de venda futura e não conseguem distinguir entre projetos com planos de longo prazo genuínos e aqueles projetados principalmente para enriquecer participantes iniciais.
Ao criar um formato padronizado para divulgações, o TTF oferece aos investidores uma base para comparação. Em vez de procurar em fóruns de governança e transações no Etherscan para entender o cronograma de liberação de um token, essas informações estariam disponíveis em um formato consistente e comparável.
As 13 submissões completas oferecem uma visão da economia do projeto que simplesmente não estava disponível em um formato padronizado antes. Comparar alocações de tokens, cronogramas de vesting e divulgações financeiras entre os projetos participantes fornece uma imagem mais clara do valor e risco relativos.
