Tailândia Avança em ETFs Cripto, Futuros e Produtos de Investimento Tokenizados

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A Comissão de Valores Mobiliários da Tailândia está avançando com notícias sobre a bolsa de criptomoedas, elaborando regras para ETFs de criptomoedas, futuros e produtos de investimento tokenizados. Diretrizes formais para ETFs de criptomoedas podem chegar cedo este ano. A KuCoin Tailândia enfrenta uma suspensão relacionada a notícias da SEC ligada a requisitos de capital e um desentendimento entre acionistas. O regulador busca trazer ativos cripto para o sistema financeiro formal.
  • O secretário-geral adjunto da SEC, Jomkwan Kongsakul, disse que as regras para ETFs de criptomoedas poderiam ser emitidas cedo este ano.
  • A Comissão de Valores Mobiliários da Tailândia tratará criptomoedas como outra classe de ativo e permitirá uma alocação de até 5% da carteira para ativos digitais.
  • A KuCoin Tailândia está buscando resolver uma suspensão da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) relacionada a requisitos de capital e um desentendimento entre acionistas.

A Comissão de Valores Mobiliários e Corretagem da Tailândia está preparando um novo conjunto de regulamentações destinado a trazer produtos de investimento em criptomoedas para dentro do sistema financeiro formal do país.

O regulador está trabalhando em regras para apoiar fundos cotizados em criptomoedas (ETFs), negociação futura de criptomoedas e produtos de investimento tokenizados, segundo Jomkwan Kongsakul, secretário-geral adjunto da SEC.

O Bangkok Post relatou na quinta-feira que a SEC pretende emitir diretrizes formais para ETFs de criptomoedas na Tailândia "ainda este ano".

O movimento sinaliza o esforço da Tailândia para se posicionar como um hub regional de criptomoedas para investidores institucionais, mesmo com o comércio varejista permanecendo ativo apesar de um banimento nos pagamentos com criptomoedas.

ETFs de criptomoedas se aproximam de aprovação formal

Kongsakul afirmou que a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) aprovou ETFs de criptomoedas em princípio e que a agência está agora finalizando as regras de investimento e operacionais. Ele disse que o regulador vê ETFs de criptomoedas como um produto que poderia reduzir barreiras para investidores que possam hesitar em deter ativos digitais diretamente.

“Uma vantagem-chave dos ETFs de criptomoedas é a facilidade de acesso; eles eliminam preocupações com ataques hacker e segurança de carteiras, que tem sido uma barreira importante para muitos investidores”, disse Kongsakul.

Sob o quadro proposto, a SEC tratará criptomoedas como "outra classe de ativo", e os investidores poderão alocar até 5% de uma carteira diversificada em ativos digitais.

Negociação de futuros planejada para TFEX

Paralelamente às diretrizes do ETF, a SEC também está tomando medidas para regular e habilitar o comércio de futuros cripto no Thailand Futures Exchange (TFEX).

Isso permitiria que os investidores ganhassem exposição a movimentos de preços de criptomoedas por meio de mercados de derivativos regulamentados.

Kongsakul disse que outras iniciativas em consideração incluem a criação de market makers para apoiar a liquidez das negociações e reconhecer ativos digitais como uma classe oficial de ativos sob a Lei dos Derivativos.

A Tailândia tem trabalhado para atrair mais interesse institucional nos mercados de criptomoedas, particularmente por meio de produtos regulamentados que se enquadram dentro dos quadros legais existentes.

Tokenização e colaboração com sandbox da autoridade monetária

A SEC também está expandindo sua abordagem além de ETFs e futuros por meio de iniciativas de tokenização.

Kongsakul disse que a agência está trabalhando com o Banco da Tailândia em uma sandbox de tokenização, que poderia oferecer um ambiente controlado para testar instrumentos tokenizados.

A SEC "vai incentivar os emissores de tokens de dívida a entrarem no sandbox regulatório", acrescentou Kongsakul.

Ao introduzir produtos de títulos tokenizados em um ambiente supervisionado, a Tailândia poderia desenvolver caminhos regulamentados para emissões baseadas em blockchain sem abrir espaço para distribuição varejista não monitorada.

Supervisão mais rigorosa para influenciadores financeiros

Enquanto expande produtos e acesso ao mercado, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) também está aprimorando os padrões em torno da promoção e do conteúdo relacionado a investimentos online.

Kongsakul disse que o regulador está intensificando a supervisão de "influenciadores financeiros", sinalizando que marketing e conselhos informais enfrentarão mais restrições.

Ele disse: "Qualquer recomendação relacionada a títulos ou retornos de investimento exigirá autorização adequada como consultor de investimento ou corretor introduzido."

As regras visam conter a promoção de investimentos não regulamentados, particularmente em um momento em que ativos digitais continuam a ser amplamente discutidos nas redes sociais.

KuCoin Tailândia trabalha para resolver a suspensão da CVM

A mudança regulatória ocorre enquanto a Comissão de Valores Mobiliários da Tailândia (SEC) continua ações de fiscalização no mercado de câmbio local.

Anteriormente em janeiro, a SEC suspendeu as operações da KuCoin Tailândia após o capital da empresa cair abaixo dos requisitos mínimos por cinco dias consecutivos, segundo o veículo de notícias local The Nation na quarta-feira.

A KuCoin Tailândia afirmou que a quebra estava ligada a um desentendimento entre o grupo CI da Cingapura e a KuCoin Global, o que impediu a aprovação de um aumento planejado de capital.

A empresa disse que o problema não era devido a problemas reais de liquidez financeira.

KuCoin entrou no mercado tailandês em junho de 2025 e está planejando que sua entidade local solicite uma licença de corretor de ativos digitais.

A empresa disse que isso permitiria que oferecesse uma gama mais ampla de produtos financeiros.

O mercado de criptomoedas da Tailândia permanece ativo, com o Bitkub, a maior exchange do país, registrando volumes diários de negociação de cerca de 60 milhões de dólares.

Mesmo com os pagamentos em criptomoedas proibidos, os reguladores parecem estar priorizando o acesso controlado a investimentos por meio de produtos estruturados, como ETFs, futuros e instrumentos tokenizados.

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