A mídia estrangeira relatou que a TeraWulf adquiriu o Muskie Data Campus no leste do Kentucky, nos Estados Unidos, com uma capacidade planejada superior a 1 gigawatt. A transação demonstra que a empresa, anteriormente focada principalmente na mineração de Bitcoin, está aprofundando sua transição para infraestrutura de IA e computação de alto desempenho.
O projeto visa uma capacidade de 1 gigawatt
O artigo menciona que o parque está localizado dentro de um parque industrial de aproximadamente 1.000 acres, dos quais o terreno do projeto abrange cerca de 285 acres. Conforme divulgado pela empresa, a primeira fase de 500 MW está prevista para entrega no segundo semestre de 2028, e a segunda fase de 500 MW tem como objetivo ser implementada no segundo semestre de 2030.
A construção inicial do local do parque já foi iniciada, e algumas divisões e processos de licenciamento já foram concluídos. Para empresas de mineração, projetos de centros de dados que podem ser acelerados desse tipo são mais próximos de um investimento em infraestrutura de longo prazo do que simplesmente expandir a implantação de equipamentos de mineração.
A conexão elétrica torna-se um recurso essencial
O núcleo desta aquisição não é apenas a terra, mas sim as condições de conexão à rede. De acordo com a divulgação da empresa, a Kentucky Power, subsidiária da American Electric Power, está construindo uma subestação de 345 kV e conectando-a à rede de transmissão existente de 765 kV.
O artigo argumenta que, para data centers de IA, a capacidade de acesso estável e em grande escala à energia elétrica é mais importante do que a narrativa tradicional de mineração. Quem conseguir obter energia, terra, refrigeração e recursos de conexão à rede terá mais chances de atender clientes de IA e HPC em escala ultramassiva.
A receita do HPC já superou a mineração
A TeraWulf registrou receita de US$ 34 milhões no primeiro trimestre, dos quais aproximadamente US$ 21 milhões provenientes do negócio de locação de HPC e menos de US$ 13 milhões provenientes da mineração de Bitcoin. Com essa estrutura de receita, IA e computação de alto desempenho já superaram a mineração como a principal fonte de receita da empresa.
O artigo também menciona que a empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 427,6 milhões no primeiro trimestre, principalmente relacionado à reavaliação de warrants, incentivos baseados em ações e desvalorizações. Isso significa que a transição das mineradoras para a IA não equivale à eliminação da pressão financeira, mas o mercado está prestando mais atenção à capacidade de seus recursos de energia e parques de infraestrutura se transformarem em receita de poder de computação de longo prazo.
A transformação das empresas mineradoras passou de casos isolados para uma tendência
O texto aponta que a TeraWulf não é um caso isolado. Cada vez mais empresas mineradoras listadas estão redirecionando seus recursos elétricos da mineração de Bitcoin para centros de dados de IA, pois os clientes de IA geralmente assinam contratos de longo prazo e oferecem fluxo de caixa mais estável.
O artigo também menciona que a Core Scientific já vendeu parte de seus bitcoins para financiar a construção de data centers de IA e impulsionar a transformação da mina Pecos no Texas em um parque de IA. As empresas mineradoras estão cada vez mais vendo a mineração como um uso temporário de parques energéticos, e não como o objetivo final.

