
A comissária da SEC, Hester Peirce, reabriu o debate sobre a responsabilidade dos desenvolvedores de DeFi após afirmar que desenvolvedores de blockchain de código aberto não deveriam enfrentar regras federais de registro de valores mobiliários apenas porque outros usam seu software. Seus comentários no IC3 Blockchain Camp na Universidade de Princeton argumentaram que os reguladores devem separar a publicação de código da conduta de mercado.
De acordo com Peirce, a questão central diz respeito a quem realmente realiza o ato regulado e que as violações de valores mobiliários devem recair sobre agentes ilegais, e não sobre desenvolvedores que publicam software público. A orientação da equipe da SEC de abril sobre interfaces de criptoativos também posiciona a questão em torno de provedores de interfaces, ferramentas de carteira e fluxos de transação, e não apenas do código da blockchain.
Peirce traça uma linha entre código e conduta
Peirce disse que as categorias tradicionais da SEC se aplicam a intermediários como corretores, dealers, exchanges e câmaras de compensação. Ela alertou que estender esses rótulos muito além poderia colocar desenvolvedores de blockchain dentro de regras criadas para a finança centralizada. Ela também disse que a publicação de código aberto conta como discurso protegido, reiterando a visão de que a SEC não deveria exigir aprovação para código que outros usarão posteriormente.
As blockchains servem muitos propósitos além de transações de títulos, e isso importa porque a responsabilidade dos desenvolvedores DeFi pode aumentar rapidamente quando os reguladores assumem que cada ferramenta on-chain existe para facilitar atividades de títulos. Os reguladores devem, portanto, focar na conduta, e não na proximidade com a conduta.
Orientação da equipe mantém o debate sobre a interface aberto
A declaração da equipe da SEC emitida em 13 de abril de 2026 abordou “Provedores de Interface Cobertos” que criam ou operam interfaces usadas para preparar transações de ativos criptográficos valores mobiliários. A equipe disse que não se oporia à isenção de registro de broker-dealer em casos limitados onde os provedores atendam a condições detalhadas.
A declaração descreve interfaces que convertem detalhes de transações selecionadas pelo usuário em comandos legíveis pela blockchain, exibem dados de mercado e fornecem material educacional. Também limitou o alívio aos provedores que não solicitam transações específicas, não assumem custódia e não executam ou liquidadam negociações. Esse quadro torna a responsabilidade dos desenvolvedores DeFi uma questão mais restrita do que muitos debates públicos sugerem.
Força-Tarefa de Criptomoedas Pressiona por Fronteiras Mais Claras
A Força-Tarefa de Criptoativos da SEC afirma que tem como objetivo esclarecer como as leis federais de valores mobiliários se aplicam a criptoativos, protocolos e infraestrutura de mercado. A agência criou a força-tarefa para estabelecer linhas regulatórias mais claras e recomendar medidas políticas práticas.
Peirce lidera a força-tarefa e tem impulsionado fronteiras legais mais claras para empresas e desenvolvedores de cripto. Enquanto a SEC revisa sua abordagem, a disputa sobre a responsabilidade dos desenvolvedores de DeFi permanece central para até onde as regras de valores mobiliários devem se estender em sistemas descentralizados.
Este artigo foi originalmente publicado como SEC’s Peirce Questions DeFi Developer Liability em Crypto Breaking News – sua fonte confiável para notícias de criptomoedas, notícias de Bitcoin e atualizações de blockchain.



A comissária da SEC Hester Peirce afirma que as regras de valores mobiliários não devem se aplicar às blockchains em si, observando que "as blockchains são usadas para muitas coisas além de transacionar valores mobiliários."