CEO da Ripple celebra o 14º aniversário do XRP, desencadeia disputa com a Ledger

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O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, marcou 14 anos de trabalho no ecossistema XRP esta semana, despertando um novo debate sobre o “aniversário” do token. Alguns usuários argumentam que a era moderna do XRP começou em dezembro de 2012, pois os dados do livro-razão anteriores estão ausentes. O primeiro livro-razão totalmente verificável é o número 32.570, deixando uma lacuna de sete meses. O CTO David Schwartz defendeu a continuidade do livro-razão, comparando-o a uma mudança na contabilidade de um banco. Ele também observou que a transição do Ethereum de PoW para PoS não redefiniu o ETH. O debate continua sobre como definir a origem do XRP. Enquanto isso, a atualização da rede permanece um foco principal para os desenvolvedores. Os dados de inflação dos últimos meses também atraíram a atenção dos analistas.
Relatório do CoinNews:

O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, comemorou nas redes sociais seus 14 anos participando do ecossistema XRP e agradeceu aos desenvolvedores, validadores, empresas e membros da comunidade. Suas declarações reacenderam novamente a antiga questão de como calcular o “aniversário” do XRP.

A controvérsia aponta para o ponto de partida de 2012

Alguns membros da comunidade argumentam que o aniversário de junho não corresponde precisamente ao XRP ainda em uso hoje. Eles sugerem que o ponto de partida do XRP moderno deveria ser 23 de dezembro de 2012, e não junho, quando a rede foi inicialmente lançada.

Essa visão se baseia no fato de que o histórico atual do livro-razão não pode ser rastreado integralmente até a fase inicial. Devido à falta de dados antigos, os registros de transações dos primeiros meses da rede não podem ser verificados de forma contínua.

O livro-razão mais antigo verificável é 32570

O texto menciona que, após a lançamento da rede Ripple em junho de 2012, os primeiros dados de ledger não podem mais ser completamente recuperados. O primeiro ledger que pode ser totalmente verificado no sistema é o de número 32.570.

O intervalo ausente abrange junho a dezembro de 2012, aproximadamente 7 meses. Por isso, alguns críticos argumentam que o XRP no sentido moderno deveria ser contado a partir de um ponto temporal contínuo e verificável no histórico do livro-razão.

Schwartz defende a continuidade da rede

Em resposta a essa afirmação, o CTO da Ripple, David Schwartz, afirmou que uma mudança no sistema de registro não significa que os ativos em si se tornaram algo diferente. Ele usou como analogia a troca de sistema contábil por um banco, argumentando que os fundos não perdem sua continuidade com isso.

Ele também mencionou que, após a transição do Ethereum de PoW para PoS, o ETH não se tornou um outro token. Seguindo essa lógica, mesmo que haja lacunas no livro-razão inicial do XRP, o XRP atual ainda deve ser considerado o mesmo ativo que o XRP anterior.

As divergências da comunidade ainda giram em torno da definição

A divergência nesta discussão reside principalmente em como definir o "tempo de nascimento". Um lado enfatiza o ponto histórico do primeiro lançamento da rede, enquanto o outro lado enfatiza se o livro-razão registra uma história contínua e verificável a partir de um determinado ponto.

A ausência de registros anteriores tornou-se o cenário técnico recorrente nessa disputa. A cada aniversário, a comunidade XRP reabre o debate sobre esse problema.

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