Prime Trust Estate processa a Strike por retiradas de US$ 29,5 milhões e 1.939 BTC

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O patrimônio da Prime Trust processou a Strike, acusando a empresa de pagamentos em bitcoin de retirar US$ 29,5 milhões e 1.939 BTC do custodiante falido antes de sua quebra financeira. A ação alega que os executivos da Strike estavam cientes da instabilidade da Prime Trust e transferiram os fundos para se proteger, violando as regras de falência sobre tratamento preferencial. O patrimônio busca recuperar US$ 13,9 milhões e 1.758 BTC. O caso pode impactar a liquidez e os mercados de cripto, especialmente enquanto o BTC permanece como um importante hedge contra a inflação para investidores institucionais.

O patrimônio da Prime Trust processou a Strike, alegando que a empresa de pagamentos em bitcoin retirou quase US$ 29,5 milhões e 1.939 bitcoin apenas semanas antes da falência da Prime Trust. A ação judicial agora levanta questões sobre se algumas empresas de cripto viram a queda chegando cedo e transferiram rapidamente os fundos para se proteger.

Prime Trust Estate visa retiradas de strike

De acordo com a queixa recém apresentada, a Strike supostamente retirou quase US$ 29,5 milhões e 1.939 bitcoin da Prime Trust durante as últimas semanas da empresa antes da falência.

O documento destaca especificamente uma transferência grande de 1.350 BTC que, segundo relatos, ocorreu em 2 de junho de 2023, pouco antes das autoridades reguladoras agirem contra a Prime Trust.

As aserções da herança da Prime Trust afirmam que os executivos da Strike reconheceram sinais de sérios problemas financeiros e operacionais dentro da custodiante antes que o mercado em geral se tornasse ciente.

A ação judicial argumenta que a Strike recebeu tratamento privilegiado ao transferir rapidamente os fundos dos clientes longe do Prime Trust, enquanto outros usuários permaneceram expostos à falência da plataforma.

Documentos judiciais também mencionaram o próprio pedido de falência apresentado pela Strike, onde a empresa supostamente admitiu tomar ações “para proteger seus próprios interesses e os de seus clientes” transferindo fundos para contas externas.

A falência da Prime Trust chocou a indústria de criptomoedas

Prime Trust já foi considerada uma das principais provedoras de custódia e infraestrutura do cripto, atendendo exchanges, plataformas de fintech e empresas de ativos digitais.

No entanto, a empresa entrou em colapso em 2023 depois que os reguladores de Nevada a acusaram de grave má gestão financeira, falta de fundos de clientes e falhas operacionais.

A empresa posteriormente entrou em administração judicial antes de solicitar proteção contra falência.

O colapso desencadeou preocupações generalizadas em toda a indústria de criptomoedas, pois muitas empresas dependiam fortemente da Prime Trust para custódia, liquidação em moeda fiduciária e infraestrutura de pagamentos.

Estate quer BTC e milhões de volta

O patrimônio da Prime Trust agora busca recuperar pelo menos US$ 13,9 milhões juntamente com aproximadamente 1.758 BTC por meio da ação judicial.

O caso gira em torno das regras de falência dos EUA que proíbem empresas à beira da insolvência de favorecer certos credores ou contrapartes em relação a outros antes da falência.

Se o tribunal apoiar o patrimônio da Prime Trust, a ação judicial poderia se tornar outro grande precedente sobre como as falências de criptomoedas lidam com grandes retiradas institucionais feitas pouco antes de eventos de insolvência.

A batalha legal também destaca os riscos crescentes em torno de custodiadores centralizados de criptomoedas, onde a transparência operacional e a gestão de liquidez permanecem como preocupações críticas para usuários institucionais e varejistas.

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