Ações da Micron caem 7,7% amid venda no setor de chips AI da Broadcom

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As ações da Micron caíram 7,74% em 4 de junho, fechando em US$ 996,00, enquanto o índice de medo e ganância se deslocou em direção à cautela. A queda ocorreu em meio a uma venda mais ampla no setor de chips de IA após a Broadcom relatar receita do Q2 de US$ 22,19 bilhões e orientação para o Q3 de US$ 29,4 bilhões. Os investidores realizaram lucros, pois as expectativas de crescimento superaram os resultados. A Micron, com alta de 271% no ano até agora, enfrenta pressão dos mercados cíclicos de memória e da crescente concorrência chinesa. Os analistas permanecem otimistas, com o Morgan Stanley elevando seu alvo de preço para US$ 1.050 e a Raymond James mantendo a classificação Outperform. A avaliação da Micron parece mais barata que a média do setor, e a oferta de memória para IA permanece apertada. A empresa divulgará os resultados do Q3 fiscal em 23 de junho de 2026. Os investidores também estão atentos às altcoins para buscar diversificação em meio à volatilidade do mercado.

As ações da Micron sofreram uma queda acentuada em 4 de junho, recuando 7,74% e fechando em $996,00 após uma perda de um dia de $83,57. O movimento não foi desencadeado por nenhum anúncio da própria Micron — foi, sim, dano colateral de uma venda generalizada no setor após os resultados da Broadcom. O que aconteceu: - A Broadcom superou a receita do Q2 fiscal — $22,19 bilhões, alta de 48% em relação ao ano anterior — e anunciou uma previsão de receita para o Q3 de $29,4 bilhões. Contudo, o CEO Hock Tan não elevou a meta anual de receita de semicondutores de IA da Broadcom, mantida em $100 bilhões. Isso decepcionou traders que esperavam uma revisão para cima. - Tan afirmou: “A momentum continua e no Q3 esperamos que a receita de semicondutores de IA cresça mais de 200% ano a ano, atingindo $16,0 bilhões.” Números fortes, mas abaixo das expectativas exageradas (“whisper”) sobre pedidos de IA de hyperscalers, e essa lacuna desencadeou lucro em ações de chips. - A Micron, com alta de 271% no ano até então, tornou-se um alvo óbvio e imediato à medida que a venda se espalhava pelo setor de memória. Preocupações com o mercado cíclico de memória e a crescente concorrência de fornecedores chineses amplificaram a pressão. Por que a Micron ainda parece estruturalmente forte: - Wall Street não abandonou a Micron. O Morgan Stanley elevou sua meta de preço para $1.050 (de $520) e manteve a classificação de “Overweight”; a Raymond James mantém uma classificação de “Outperform” com meta de $1.100. - A avaliação parece relativamente barata: a Micron negocia com um P/E futuro de 11,50, contra uma média setorial de 26,69 (AMD 57,24, Broadcom 31,56, Nvidia 23,75). - A dinâmica de oferta para memória avançada de IA é apertada: as alocações de HBM3E e HBM4 para 2026 já estão esgotadas, e grande parte da produção de 2027 já está comprometida por contratos de longo prazo — dando à Micron uma vantagem estrutural no fornecimento a fabricantes de chips de IA. Cenário dos analistas e o catalisador de curto prazo: - A meta média de preço dos analistas está em $745,29, com grande dispersão — a meta alta de $1.750 da Susquehanna e a baixa de $190 destacam o debate contínuo sobre risco de alta e ciclicidade. - O mercado obterá mais clareza em 23 de junho de 2026, quando a Micron divulgar os resultados do Q3 fiscal. As expectativas consensuais são de cerca de $34,83 bilhões em receita e EPS ajustado de $19,83 — números que, se atingidos ou superados, fortaleceriam materialmente a perspectiva de alta da Micron. Conclusão: A queda de 4 de junho parece mais um ajuste setorial ligado à orientação da Broadcom do que uma quebra fundamental repentina na Micron. A escassez de memória e a demanda contínua por DRAM de alta largura de banda para IA permanecem intactas, e grandes analistas ainda classificam a Micron favoravelmente. Contudo, o caminho à frente depende dos próximos resultados e do ciclo da memória — tornando o recuo uma oportunidade de compra para investidores de longo prazo ou um sinal de alerta para aqueles preocupados com a volatilidade cíclica.

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