A escalada meteórica da Micron está chamando a atenção em todo o setor de tecnologia — e por uma boa razão. Um stake de US$ 500 na Micron Technology (MU) feito há um ano valeria hoje cerca de US$ 4.020, um ganho aproximado de 704%. No mesmo período, as ações da MU subiram mais de 861%, enquanto o S&P 500 subiu menos de 10% — números que destacam o quão à frente a Micron está em relação ao mercado em geral. Por que esse aumento? A explicação é simples e duradoura: a IA exige grandes quantidades de memória ultra-rápida, e a Micron produz a memória de alta largura de banda (HBM) que está dentro das GPUs avançadas — notavelmente as usadas pela Nvidia — que alimentam modelos de linguagem de grande porte e outras cargas de trabalho de IA generativa. A demanda por HBM superou em muito a oferta: a Micron afirma que já esgotou sua capacidade de produção de HBM para 2026, com forte demanda se estendendo até 2027. Os resultados trimestrais da empresa respaldam a movimentação da ação. Para o trimestre encerrado em 26 de fevereiro, a receita atingiu US$ 24 bilhões — quase o triplo em relação ao mesmo período do ano anterior — enquanto o lucro líquido ajustado subiu para cerca de US$ 14 bilhões, aproximadamente oito vezes o ano anterior. Esses ganhos mostram que a alta está sendo impulsionada por poder real de lucro, e não apenas por momentum. No aspecto operacional, a Micron confirmou em 22 de maio que a produção de DRAM 1-alpha já começou em sua fábrica em Manassas, Virgínia, parte de um amplo impulso de investimento nos EUA que, segundo a empresa, totaliza cerca de US$ 200 bilhões. O EVP de Operações Globais da Micron, Manish Bhatia, alertou sobre a continuidade da escassez de oferta: “Esperamos que a tensão no fornecimento de HBM, DRAM e NAND continue bem além do ano civil de 2026.” Ele também afirmou que as perspectivas financeiras da empresa se fortaleceram desde a última chamada de resultados e que a companhia está “no caminho certo para outro recorde substancial de fluxo de caixa livre no Q3 fiscal.” O maior catalisador do mercado chegou em 26 de maio, quando o analista do UBS Timothy Arcuri triplicou sua meta de preço para MU, elevando-a de US$ 535 para US$ 1.625 — a meta mais alta em Wall Street. As ações subiram 19,29% naquele dia para US$ 895,88, o maior ganho diário da Micron desde 2011, e a empresa ultrapassou pela primeira vez uma capitalização de mercado de US$ 1 trilhão. Arcuri cita acordos de fornecimento de longo prazo com clientes hyperscaler que garantem preços e visibilidade da demanda por vários anos. O UBS agora projeta lucros por ação acima de US$ 100 anualmente até 2027–2029, mesmo sob um ciclo moderado de desaceleração, uma mudança drástica em relação aos lucros próximos a zero há dois anos. O UBS também projeta que a Micron poderá gerar mais de US$ 400 bilhões em fluxo de caixa livre acumulado entre 2027 e 2029. Arcuri: “A demanda impulsionada por IA por memória de alta largura de banda transformou estruturalmente a trajetória de lucros do fabricante de chips.” Sua recomendação elevou o ETF semicondutor como um todo em mais de 4% no mesmo dia, destacando o impacto setorial da chamada. Quanto às metas de preço e perspectivas de curto prazo, os analistas permanecem otimistas: as projeções colocam MU entre US$ 928 e US$ 1.184 até dezembro de 2026, com uma média de meta próxima a US$ 1.054 — implicando aproximadamente 27,6% de potencial de alta em relação aos níveis recentes. Na publicação, as ações estavam negociando próximas a US$ 905 após atingir máxima intradia histórica de US$ 985. As dinâmicas de oferta dão à Micron ventos adicionais. Bhatia explicou que tamanhos maiores de die HBM exigem mais de três vezes o número de wafers para produzir a mesma quantidade de chips, criando escassez estrutural que pode impulsionar o poder de precificação até 2028. Para investidores que acompanham os dramáticos retornos da Micron em um ano, a combinação da empresa entre demanda explosiva, capacidade esgotada, margens em melhoria e convicção dos analistas sugere que o próximo capítulo pode ter ainda muito mais impulso.
A alta de 861% da Micron atinge US$ 1 trilhão, enquanto a escassez de HBM para IA leva o UBS a triplicar sua meta
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O rally de mercado da Micron elevou sua avaliação além de US$ 1 trilhão, com as ações subindo 861% em um ano. A alta demanda por HBM de grau AI impulsionou esse aumento, com a produção comprometida até 2026. O analista da UBS Timothy Arcuri elevou sua meta de preço para MU para US$ 1.625, a mais alta de Wall Street. As ações subiram 19,29% para US$ 895,88 em 26 de maio. Analistas preveem que MU negociará entre US$ 928 e US$ 1.184 até o final de 2026. Altcoins para acompanhar podem ganhar impulso à medida que o momentum tecnológico mais amplo continua.
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