Após Michael Saylor postar "Time to add dots" no X, o mercado começou a especular que a Strategy poderá voltar a comprar Bitcoin em breve. Em meados de maio, ele havia publicado conteúdo semelhante, após o qual a empresa anunciou a compra de 24.869 BTC, com um valor aproximado de US$ 2 bilhões.
A gestão novamente sinaliza
O CEO da Strategy, Phong Le, afirmou posteriormente que a estratégia da empresa continua focada em aumentar o estoque líquido de bitcoin por ação, e que outros boatos não têm base. Essa resposta elevou ainda mais as expectativas do mercado quanto a um novo ciclo de aquisições, mas a empresa ainda não divulgou documentos de transação formais.
Valor de mercado da posição inferior ao custo acumulado
Segundo relatos, a Strategy detém atualmente 843.706 BTC, correspondendo a aproximadamente 4% da oferta total de bitcoins. Com o preço atual, o valor de mercado dessa parcela de ativos é de cerca de 52 bilhões de dólares, inferior ao custo acumulado de compra de aproximadamente 63,87 bilhões de dólares.
Como o preço médio de aquisição da empresa é de aproximadamente US$ 75.702 por unidade, seu prejuízo não realizado atingiu quase US$ 12 bilhões após a correção do Bitcoin a partir de seu pico de cerca de US$ 97.000. O foco do mercado passou, portanto, para se a empresa continuará aumentando sua posição durante a fase de recuo de preços.
STRC não trouxe novos bitcoins
O relatório menciona que o principal instrumento de dívida da Strategy, STRC, não gerou novos bitcoins na última semana. Isso sugere que, se a empresa realmente pretende continuar comprando, a fonte de financiamento pode não depender mais principalmente desse instrumento.
Atualmente, o STRC está sendo negociado por cerca de US$ 93,17, com um rendimento de aproximadamente 12,34%. O mercado supõe que a Strategy possa mudar para outras formas de financiamento, incluindo a emissão de outros tipos de títulos ou o uso direto de reservas em caixa.
Informação adicional: Até a publicação desta matéria, as avaliações externas sobre esta nova onda de compras ainda se baseiam principalmente em postagens nas redes sociais de Saylor e respostas da gestão, sem nenhum anúncio oficial confirmando o volume exato e o momento da transação.

