A MARA revelou que vendeu aproximadamente US$ 1,5 bilhão em bitcoins no primeiro trimestre para recomprar títulos conversíveis e apoiar a aquisição de ativos energéticos. A empresa também sinalizou, em seu relatório financeiro, uma mudança mais clara: continuará a mineração, mas alocará mais recursos no futuro para infraestrutura elétrica e data centers de IA.
Receita em queda, tamanho da holding reduzido
Os resultados financeiros mostram que a MARA teve receita de US$ 174,6 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior; prejuízo líquido de aproximadamente US$ 1,3 bilhão. A gestão afirmou que o prejuízo foi em grande parte devido às variações no valor justo dos ativos digitais, com a queda de dois dígitos no preço do Bitcoin durante o período gerando um impacto negativo de cerca de US$ 1 bilhão.
Em termos operacionais, a empresa produziu 2.247 bitcoins no trimestre, com a capacidade de hash conectada aumentando 33% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 72,2 EH/s, mas esse crescimento não conseguiu compensar a pressão causada pela queda na avaliação dos bitcoins detidos.
MARA vendeu um total de 20.880 bitcoins no trimestre, reduzindo sua posição final para 35.303 bitcoins, abaixo dos 38.689 bitcoins no início do ano. Uma venda de aproximadamente US$ 1,1 bilhão, próxima ao final do trimestre, foi realizada principalmente para recomprar títulos conversíveis. De acordo com os dados da Bitcoin Treasuries, essa mudança fez com que a MARA caísse do segundo para o quarto lugar no ranking de empresas listadas com maior detenção de bitcoins.
Vender criptomoedas para pagar dívidas e realizar aquisições
A empresa afirmou que esta venda não representa uma renúncia à estratégia de Bitcoin, mas sim o tratamento do Bitcoin como um ativo escalável no balanço patrimonial, destinado a melhorar a estrutura financeira e apoiar a expansão.
A transação mais importante atualmente é a aquisição proposta do complexo Long Ridge Energy & Power em Hannibal, Ohio, por 1,5 bilhão de dólares americanos. O projeto inclui uma usina de gás de 505 MW e uma grande área de terra disponível para expansão futura.
Isso significa que a MARA está convertendo suas reservas acumuladas de Bitcoin em ativos de energia e infraestrutura mais estáveis, para sustentar a próxima fase de sua estratégia de negócios.
Reduzir a expansão de equipamentos de mineração e apostar em data centers de IA
A empresa revelou que, futuramente, não se espera mais a aquisição em grande escala de novos ASICs. Isso difere claramente da abordagem do ciclo anterior, em que as empresas mineradoras dependiam da compra contínua de equipamentos para buscar expansão da capacidade de hash.
Além da aquisição de ativos de energia, a MARA está em parceria com a Starwood Capital para planejar a transformação de parte de suas minas em centros de dados de IA e computação de alto desempenho, reduzindo a dependência da receita em relação às recompensas de bloco.
A divulgação da empresa também indica que cerca de 90% de sua capacidade de mineração não custodiada podem eventualmente ser direcionadas para suportar infraestrutura de IA e TI. Para a MARA, esse ajuste significa que a empresa estará futuramente situada entre dois setores de alto consumo energético: mineração de Bitcoin e poder de computação para IA, alocando recursos elétricos conforme o retorno.
Informação adicional: Se a transação da Long Ridge for concluída, a estrutura de ativos da MARA将进一步 se mover da combinação “detenção de moeda + mineração” para “energia + infraestrutura de computação”, uma das direções de transformação comuns entre empresas mineradoras da América do Norte nos últimos anos.

