O Japão reclassifica stablecoins emitidas por confianças estrangeiras como instrumentos de pagamento eletrônico

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A Agência de Serviços Financeiros do Japão atualizou o Decreto do Gabinete, reclassificando certos stablecoins emitidos por confianças estrangeiras como instrumentos de pagamento eletrônico sob a Lei de Serviços de Pagamento, vigente a partir de 1º de junho de 2026. Esta atualização de notícias sobre ativos digitais esclarece que operadores domésticos podem lidar com esses stablecoins fora da Lei de Instrumentos Financeiros e Troca, desde que atendam a quatro critérios: status legal do emissor, gestão de reservas, controles contra crimes e consistência monetária. Os reguladores avaliarão a confiabilidade de resgate caso a caso. A mudança alinha-se a reformas mais amplas, incluindo emendas à FIEA, propostas fiscais e orientações sobre cripto no setor imobiliário. As notícias sobre o Federal Reserve permanecem como ponto-chave de atenção à medida que os quadros regulatórios globais evoluem.

A Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) decidiu ampliar a forma como o país trata certas stablecoins estrangeiras — reconhecendo formalmente alguns tokens emitidos por trust como “instrumentos de pagamento eletrônico”, e não como títulos sob a legislação doméstica. O que mudou - Na terça-feira, a FSA anunciou emendas ao Regulamento do Gabinete que permitirão que stablecoins específicas de tipo trust, emitidas por bancos trust estrangeiros e entidades similares, sejam tratadas sob a Lei de Serviços de Pagamento do Japão, e não como “títulos” sob a Lei de Instrumentos Financeiros e Troca (FIEA). - A alteração entra em vigor em 1º de junho de 2026 e permite que operadores domésticos registrados como operadores de instrumentos de pagamento eletrônico trabalhem com stablecoins estrangeiras qualificadas emitidas por trust. Os critérios de qualificação O regulamento estabelece quatro requisitos principais para que uma stablecoin de trust estrangeira seja qualificada: 1. Status legal e supervisão do emissor: O emissor deve estar registrado ou licenciado sob leis estrangeiras consideradas equivalentes à Lei de Serviços de Pagamento ou à Lei Bancária do Japão, e ser supervisionado por uma autoridade disposta a compartilhar informações de supervisão com a FSA. A FSA avaliará o quadro de cooperação de supervisão de cada emissor como parte de sua avaliação de adequação. 2. Gestão de reservas e ativos: Os ativos de reserva que respaldam a stablecoin devem ser geridos conforme a legislação estrangeira aplicável e estar sujeitos a auditorias por profissionais locais equivalentes a contadores públicos certificados ou firmas de auditoria. 3. Controles contra crimes: Os emissores devem manter sistemas para detectar e responder ao uso criminoso — como mecanismos para suspender transações suspeitas. 4. Consistência monetária: Os bens de trust e os ativos de reserva devem ser denominados na mesma moeda. Avaliação caso a caso para resgate Os reguladores avaliarão, caso a caso, se uma determinada stablecoin pode ser resgatada com confiabilidade ao seu preço de emissão, no mesmo padrão dos instrumentos de pagamento eletrônico japoneses. Isso significa que stablecoins utilizadas principalmente no exterior podem receber tratamento diferente no Japão, dependendo da composição de suas reservas, dos arranjos de auditoria e das ligações de supervisão. Contexto político e reformas mais amplas Esta medida faz parte de uma reforma mais ampla das regras cripto do Japão, iniciada com a emenda de 2022 à Lei de Serviços de Pagamento. Passos mais recentes incluem: - Uma emenda à FIEA que classifica criptoativos como instrumentos financeiros. - Um plano de reforma tributária que propõe um sistema tributário separado para transações cripto e uma alíquota fixa de 20% sobre rendimentos cripto. - Orientação conjunta da FSA, do Ministério das Terras, Infraestrutura, Transportes e Turismo, da Agência Nacional de Polícia e do Ministério das Finanças sobre o uso de cripto em imóveis, que incentiva verificações rigorosas de KYC e origem dos fundos, relato de transações transfronteiriças ou suspeitas, e alerta que trocar cripto por moeda fiduciária ou atuar como intermediário em nome de clientes pode constituir atividades reguladas de exchange cripto. Por que isso importa Ao criar um caminho para que certas stablecoins emitidas por trust estrangeiras sejam tratadas como instrumentos de pagamento eletrônico, o Japão busca equilibrar proteção ao consumidor e salvaguardas contra lavagem de dinheiro com acesso prático a stablecoins transfronteiriças. Para emissores, a conformidade com supervisão estrangeira, auditorias robustas e controles contra crimes será fundamental. Para operadores e usuários domésticos, a mudança pode expandir as opções de stablecoins utilizáveis — desde que atendam aos padrões japoneses.

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