TL;DR:
- As empresas Hyperliquid Strategies e Hyperion DeFi acumulam lucros não realizados combinados superiores a 1,135 bilhão de dólares.
- A empresa Strategy registra prejuízos em conta de 12,8 bilhões de dólares após a queda do bitcoin para níveis mínimos de longo prazo de 59.100 dólares.
- Tesouros públicos dedicados ao Ethereum e ao Solana absorvem saldos não realizados negativos que individualmente excedem 1 bilhão de dólares.
Durante o primeiro semestre de 2026, corporações com reservas de ativos digitais experimentaram uma divisão acentuada. Hyperliquid temos estão atualmente posicionados como os únicos a registrar ganhos não realizados nos mercados públicos, em um contexto em que empresas com estratégias baseadas em criptoativos tradicionais enfrentam prejuízos de bilhões de dólares.
Contraste nos Balanços Patrimoniais da Tesouraria Corporativa

A perspectiva para os chamados DATs (Digital Asset Treasuries) mudou após a recente correção de mercado. De acordo com dados fornecidos pela plataforma de análise de blockchain Artemis, veículos financeiros focados no ecossistema Hyperliquid estão conseguindo evitar a tendência geral de baixa por enquanto.
A empresa Hyperliquid Strategies, considerada a maior entidade institucional exposta ao token HYPE, detém uma reserva aproximada de 23,7 milhões de unidades. Segundo o relatório da Artemis, essa posição representa um ganho em papel de mais de US$ 1,1 bilhão. Esse resultado permanece sólido apesar da correção do ativo após atingir uma máxima histórica acima de US$ 74 no início desta semana.
Por sua vez, a documentação oficial enviada à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) pela Hyperion DeFi indica que a empresa mantém um estoque de pouco mais de 2 milhões de HYPE. Essa posição gera lucros não realizados próximos a US$ 35 milhões nas condições de preço atuais.
Estratégias de bitcoin estão abaixo do preço de compra
A situação técnica é bem o oposto para corporações que replicaram o modelo tradicional de acumulação de ativos. Strategy, um marco histórico na aquisição corporativa de bitcoin, agora enfrenta prejuízos não realizados superiores a US$ 12,8 bilhões, segundo registros atualizados do SaylorTracker.
O custo médio de aquisição da empresa é de US$ 75.000 por unidade. Na tarde de sexta-feira passada, o preço do bitcoin recuou para atingir uma mínima de longo prazo próxima a US$ 59.100, uma movimentação que se aprofundou após a própria empresa divulgar a venda de 32 bitcoins avaliados em US$ 2,5 bilhões. Após esse movimento, as ações da empresa (MSTR) sofreram uma queda de 11% durante a sessão de negociação, cotadas a US$ 116, níveis próximos ao seu mínimo de dois anos.
No cenário internacional, a empresa japonesa Metaplanet enfrenta um cenário semelhante. Sua estratégia de acumulação atualmente gera um saldo não realizado negativo de quase US$ 1,7 bilhão, enquanto suas ações operam nos menores níveis desde o início de seu plano em 2024.
Deterioração nos fundos listados de Ethereum e Solana
Empresas voltadas para contratos inteligentes também apresentam um impacto severo após perderem níveis de suporte chave. Os dados de mercado confirmam que o Ethereum caiu abaixo da marca de US$ 1.550 na sexta-feira, atingindo seu menor valor em mais de doze meses.
Essa desvalorização afeta diretamente a Bitmine, a principal tesouraria corporativa de Ether globalmente, que protege 5,4 milhões de ETH. Estimativas da Artemis apontam que a empresa, presidida por Tom Lee, registra prejuízos contábeis de US$ 10,5 bilhões. Bitmine’s ações (BMNR) caíram 10% na sexta-feira, ficando na faixa de US$ 16.
O impacto também se estende a portfólios mais jovens:
Sharplink (Ether DAT): Detém 869.000 ETH e enfrenta prejuízos em conta de 1,8 bilhão de dólares.
Forward Industries (Solana DAT): Registra um saldo não realizado negativo de 1,2 bilhão de dólares após o SOL cair abaixo de 65 dólares.
Investidores institucionais agora concentrarão sua atenção nos próximos relatórios financeiros do segundo trimestre, que fornecerão dados definitivos sobre o impacto dessas avaliações nos balanços corporativos regulamentados.




