O ex-chefe tecnólogo da Ripple, David Schwartz, ofereceu uma visão rara e sincera sobre como o XRP Ledger (XRPL) poderia reagir se um adversário estadual tentasse se apropriar ou perturbá-lo — e como a arquitetura e a comunidade do ledger poderiam resistir. O XRPL possui um histórico impressionante de tempo de atividade, operando por mais de 70 milhões de ledgers fechados sem uma interrupção significativa. Ainda assim, Schwartz reconheceu no X que atores estatais representam uma ameaça real às redes blockchain. Ele observou que eles poderiam causar interrupções temporárias no XRPL ao atacar sua rede de validadores, mas argumentou que o controle sustentado e de longo prazo seria muito mais difícil — desde que a comunidade do XRPL permaneça ativa e responsiva. Principais pontos da explicação de Schwartz: - Os validadores operados pela Ripple representam menos de 20% da rede, portanto atacar apenas a infraestrutura da Ripple não incapacitaria o ledger. - A resiliência da rede depende da capacidade da comunidade de substituir validadores que sejam comprometidos ou pressionados. Um ataque só se torna existencial se as pessoas forem intimidadas a parar completamente de executar validadores. - Interações de curto prazo são plausíveis, mas a captura sistêmica exigiria silenciar uma ampla base de operadores de nodes. Schwartz também esboçou uma ideia concreta de mitigação: um modelo de consenso em duas camadas. Em seu cenário: - Uma camada interna de validadores lidaria com o consenso cotidiano e manteria o ledger em funcionamento. Esses validadores seriam fáceis de substituir caso fossem derrubados, limitando o impacto de ataques direcionados. - Uma camada externa permaneceria inativa na maioria do tempo e só seria ativada para realizar alterações de maior nível — como atualizar a Unique Node List (UNL) que a camada interna confia. Como a camada externa não precisaria operar visivelmente e continuamente, poderia ser mantida leve, infrequente e mais difícil de alvejar. Para reforçar ainda mais a camada externa, Schwartz sugeriu o uso de redes de anonimização como Tor ou I2P, tornando esses validadores mais difíceis de serem identificados e pressionados por atores estatais. A conclusão: a robustez contínua do XRPL pode depender menos de qualquer operador único e mais da participação distribuída da comunidade e do design inteligente do protocolo. A proposta de Schwartz destaca um caminho prático para tornar o ledger mais resiliente contra pressões coercitivas estatais — mas depende, em última análise, de uma comunidade descentralizada e engajada de validadores disposta a agir quando e se necessário.
Ex-CTO da Ripple propõe defesa em duas camadas com suporte ao Tor para o XRPL
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O ex-CTO da Ripple, David Schwartz, propôs uma defesa de duas camadas, com suporte ao Tor, para o XRP Ledger, a fim de proteger contra ataques de nível estatal. O design da blockchain da camada 1 inclui uma camada interna para consenso diário e uma camada externa para atualizações importantes. Uma solução de escalonamento da camada 2 usaria o Tor para anonimizar as identidades dos validadores, dificultando que atacantes alvejem nodes. Schwartz observou que o controle a longo prazo exigiria silenciar uma grande parte dos operadores de nodes.
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