Mensagem do BlockBeats, 6 de junho: à medida que a SpaceX se prepara para entrar na bolsa com uma avaliação de aproximadamente US$ 1,75 trilhões, Musk já projetou um plano de incentivos acionários com valor potencial de até US$ 1,1 trilhão, aumentando significativamente a dificuldade para os acionistas futuros desafiarem esse plano por meio de ajustes na estrutura de governança e na jurisdição de registro.
De acordo com o prospecto da SpaceX, as 1,3 bilhão de ações classe B com direito a voto superior obtidas por Musk têm valor atual de aproximadamente US$ 175 bilhões e podem aumentar para US$ 1,1 trilhão se todos os objetivos forem alcançados. Os incentivos relacionados exigem que a capitalização de mercado da SpaceX atinja até US$ 7,5 trilhões, além de incluir metas como estabelecer uma colônia permanente em Marte com 1 milhão de habitantes e construir centros de dados com capacidade de processamento anual de 100 terawatts.
Relatos indicam que, ao contrário do esquema de compensação de US$ 56 bilhões da Tesla em 2018, que foi anulado pelo tribunal de Delaware, a SpaceX transferiu sua sede para o Texas e divulgou antecipadamente esses acordos no prospecto. De acordo com a lei do Texas, os acionistas devem detentar pelo menos 3% das ações para iniciar uma ação judicial; sob a avaliação aproximada de US$ 1,8 trilhão da SpaceX, isso corresponde a uma participação de centenas de bilhões de dólares.
Além disso, mesmo sem atingir as metas de desempenho, Musk ainda pode obter imediatamente os direitos de voto sobre as ações relevantes. O prospecto indica que Musk atualmente detém cerca de 85,1% dos direitos de voto da SpaceX, manterá cerca de 82,4% dos direitos de voto após o IPO e controlará o conselho por meio de ações classe B.
Vários especialistas em governança e remuneração afirmaram que o objetivo central do plano não é apenas incentivar Musk a alcançar metas de longo prazo, mas também garantir que ele mantenha o controle absoluto sobre a SpaceX. Analistas destacaram que a SpaceX operará como uma "empresa pública controlada", e os acionistas comuns não terão as mesmas proteções de governança disponíveis em empresas listadas na Nasdaq.
