Comentários da mídia externa sugerem que, após a DTCC anunciar recentemente o suporte à emissão de ativos custodiados tokenizados na rede Stellar, o mercado concentrou-se excessivamente na pergunta “XLM substituirá XRP?”, mas o que merece mais atenção é que a infraestrutura financeira tradicional está tentando integrar diferentes blockchains públicas a um mesmo conjunto de processos institucionais.
O cronograma aponta para a coordenação multi-cadeia
O artigo menciona que as recentes ações da DTCC não se concentram apenas no Stellar. Em 4 de maio, a DTCC lançou o grupo de trabalho sobre tokenização, com a participação da Ripple; em 12 de maio, a DTCC adotou o padrão CRE da Chainlink para suportar interoperabilidade entre cadeias; em 27 de maio, a DTCC anunciou novamente suporte para a emissão de ativos tokenizados no Stellar.
- Grupo de trabalho de tokenização lançado em 4 de maio
- Adoção do padrão Chainlink CRE em 12 de maio
- Suporte à emissão do Stellar anunciado em 27 de maio
Nesse contexto, o foco da DTCC parece mais na interoperabilidade do que apenas apostar em uma única rede. O artigo sugere que o papel do Stellar nesse sistema é mais voltado para a emissão de ativos e a camada de representação na cadeia, ajudando ativos tradicionais a entrarem no ambiente de blockchains abertas.
XRP ainda está na cadeia institucional
O artigo cita opiniões de profissionais do mercado afirmando que a posição do ecossistema Ripple é mais próxima de uma camada de liquidez, coordenação de liquidação e conexão institucional, em vez de simplesmente desempenhar a função de emissão de ativos. Mesmo que o Stellar seja usado para tokenização de ativos na blockchain, a infraestrutura relacionada ao Ripple ainda pode atuar nos bastidores em tarefas como alocação de fundos, gestão de garantias e coordenação de liquidação.
O artigo também menciona que, após a aquisição da Hidden Road pela Ripple e sua rebrandização como Ripple Prime, sua conexão com a infraestrutura de mercado tradicional foi fortalecida. O artigo afirma que a Hidden Road já está integrada a sistemas relacionados à DTCC, incluindo participação na liquidação da NSCC e no canal de liquidação líquida de títulos do Tesouro dos EUA da FICC.
Separar cadeias por funcionalidade atende melhor às necessidades das instituições
O artigo argumenta que a DTCC não precisa empurrar bancos, corretores, instituições custodiantes e gestoras de ativos para a mesma cadeia. Uma abordagem mais realista é permitir que diferentes instituições operem em conjunto em diferentes redes Layer 1, conforme suas necessidades de negócio.
Este modelo já tem precedente no mercado de stablecoins. Por exemplo, o USDC já circula em várias redes, como Ethereum, Solana e Stellar, com cada cadeia atendendo às necessidades de eficiência e liquidez em diferentes cenários.
Nesse framework, as blockchains públicas atuam mais como camadas de execução e dados, enquanto liquidação, compensação e gestão de risco sistêmico permanecem sob a infraestrutura existente da DTCC. O artigo conclui que a parceria entre a DTCC e o Stellar representa mais um passo na integração gradual da finança tradicional ao ecossistema blockchain do que uma substituição do XRP.



