O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, respondeu a Jamie Dimon, do JPMorgan, na sexta-feira — não com um documento de política, mas com um meme de rivalidade temática de hóquei no X — intensificando um confronto público de meses entre a maior exchange de criptomoedas e o maior banco de Wall Street. A disputa foi reacendida após Dimon, em aparição no programa “Mornings with Maria” da Fox Business em 29 de maio, criticar Armstrong e o Digital Asset Market Clarity Act. Dimon alertou que o projeto permitiria que empresas de criptomoedas “efetivamente paguem juros sobre depósitos, stablecoins ou algo parecido, sem a proteção que deveriam ter”, dizendo que a proposta “acabaria explodindo”. Ele também acusou Armstrong de gastar pesadamente em Washington para impulsionar a legislação e afirmou, de forma direta: “Ninguém vai se curvar a esse cara”. No início de janeiro, em Davos, Dimon teria dito diretamente a Armstrong: “você está cheio de merda”, em uma reunião privada que incluía o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. O CEO do Bank of America, Brian Moynihan, também disse a Armstrong lá: “Se você quer ser um banco, seja um banco”. A reação do mundo das criptomoedas foi rápida. Mike Novogratz, da Galaxy Digital, contestou no X, perguntando: “Desde quando os bancos têm o direito de decidir sobre legislação?” — argumentando que legisladores, e não incumbentes, deveriam definir as regras para ativos digitais. O que está em jogo - A discordância central é se plataformas de criptomoedas devem ser autorizadas a pagar rendimento sobre saldos de stablecoins sem se sujeitarem à regulamentação do tipo bancária. - A Coinbase tem exposição financeira direta: a empresa relatou US$ 1,35 bilhão em receita de stablecoins em 2025, portanto as regras de rendimento são tanto uma questão de política quanto de receita. - A Coinbase inicialmente retirou seu apoio ao Clarity Act em janeiro, após um rascunho do Senado efetivamente banir o rendimento sobre saldos de stablecoins; essa retirada forçou o presidente da Comissão Bancária do Senado, Tim Scott, a cancelar uma votação planejada. - Em maio, negociadores chegaram a um compromisso que permite recompensas baseadas em atividade enquanto proíbe rendimento passivo. Armstrong apoiou o projeto atualizado antes da revisão da Comissão Bancária do Senado em 14 de maio, que aprovou a legislação por 15 a 9. Política e probabilidades Apesar da votação da comissão, a condenação pública de Dimon sinaliza que grandes bancos e seus aliados pretendem lutar contra o projeto no plenário do Senado. Analistas e mercados ainda atribuem chances significativas de aprovação: Alex Thorn, da Galaxy Research, estima 70% de probabilidade de aprovação do Clarity Act antes do recesso de agosto, enquanto comerciantes da Polymarket atribuem cerca de 61% de probabilidade. A intervenção de Dimon adiciona resistência institucional pesada a um cronograma legislativo já apertado — aumentando a incerteza sobre como e se o compromisso sobreviverá às votações finais. Conclusão: o confronto entre Jamie Dimon e Brian Armstrong passou das salas de Davos e das comissões para os meios de comunicação e feeds sociais, destacando o quanto está em jogo para bancos tradicionais e plataformas de criptomoedas à medida que legisladores decidem como regular os rendimentos das stablecoins.
Dimon e Armstrong entram em conflito sobre a legislação de rendimento de stablecoins
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O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, respondeu a Jamie Dimon, do JPMorgan, no X, usando um meme para contestar a crítica de Dimon à Digital Asset Market Clarity Act. Dimon alertou que o projeto de lei poderia permitir que empresas de cripto oferecessem rendimentos de stablecoins sem salvaguardas. A Coinbase relatou US$ 1,35 bilhão em receita de stablecoins em 2025, tornando as regras um grande problema financeiro. O Comitê de Bancos do Senado aprovou o projeto revisado por 15 a 9 em maio, mas a resistência de Dimon mostra oposição de grandes bancos. Os dados do índice de medo e ganância refletem a incerteza contínua no mercado de ativos digitais.
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