Colômbia Implementa Regras Amplas de Relatório de Criptomoedas para Combater a Evasão Fiscal

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A Diretoria Nacional de Impostos e Aduanas da Colômbia (DIAN) introduziu novas regras para criptomoedas sob a Resolução 000240, exigindo que provedores de serviços de criptomoedas informem identidades de usuários e dados de transações para Bitcoin e Ethereum. As medidas de conformidade com criptomoedas, válidas para o ano fiscal de 2026, exigem que os provedores enviem detalhes de todos os tipos de transações até maio de 2027. A não conformidade pode resultar em penalidades de 0,5% a 1% dos valores não informados. As regras se aplicam tanto a plataformas locais quanto estrangeiras que atendem usuários colombianos.

Principais Descobertas

  • A DIAN da Colômbia emite a Resolução 000240, determinando que as casas de câmbio de criptomoedas revelem as identidades dos usuários e detalhes das transações para BTC e ETH.
  • O relatório começa em 2026, com as primeiras entregas devidas em maio de 2027, dando aos mercados um tempo limitado para se adaptarem.
  • A medida visa conter a evasão fiscal e sinaliza a postura mais dura da Colômbia sobre a supervisão de criptomoedas.

A Colômbia introduziu regras rigorosas para o relatório de criptomoedas. A Diretoria Nacional de Impostos e Aduanas (DIAN) emitiu a Resolução 000240. Ela exige que provedores de serviços de criptomoedas relatem dados detalhados de usuários e transações a partir do ano fiscal de 2026.

Fonte: X
Fonte: X

A regulamentação foi publicada em 24 de dezembro de 2025. Ela segue padrões internacionais estabelecidos pela OCDE. O objetivo é melhorar a transparência, prevenir a evasão fiscal e apoiar o intercâmbio automático de informações com outros países.

Aumento do Uso de Criptomoedas e Preocupações Regulatórias

O uso de criptomoedas na Colômbia cresceu rapidamente. Mais de 5 milhões de colombianos, cerca de 10 por cento da população, agora possuem ativos digitais. Moedas populares incluem Bitcoin e Ethereum. Muitas pessoas usam criptomoedas para remessas, investimentos e pagamentos diários.

A volatilidade econômica e a alta inflação alimentaram essa tendência. No entanto, os reguladores estão preocupados com a renda não declarada e a atividade ilegal. A DIAN respondeu com a Resolução 000240. As novas regras se aplicam aos provedores de serviços de criptoativos.

Esses incluem bolsas, intermediários, depositários e plataformas que lidam com transferências ou negociações. Fornecedores nacionais e estrangeiros que atendem residentes colombianos devem cumprir.

Regras de Relato e Penalidades

A resolução estabelece obrigações claras de relatório. Os provedores devem coletar nomes, números de identificação fiscal, status de residência e detalhes de propriedade benéfica.

Eles devem relatar cada transação, incluindo o tipo de criptomoeda, o número de unidades e o valor no momento. Além disso, devem relatar se a atividade envolveu uma compra, venda, transferência ou troca.

As posições e valores totais no final do ano também devem ser submetidos, mesmo para contas pequenas. Pagamentos ou transferências acima de 50.000 dólares devem ser relatados automaticamente.

As regras entraram em vigor imediatamente. O primeiro período de observação abrange todas as transações em 2026. Os provedores devem apresentar seus primeiros relatórios até o último dia útil de maio de 2027. Relatórios serão então exigidos todos os anos.

São aplicadas penalidades por não conformidade. Relatórios incompletos, atrasados ou incorretos podem resultar em multas de acordo com o artigo 651 do Estatuto Tributário da Colômbia. Essas variam de 0,5% a 1% dos valores das transações não declaradas.

Os contribuintes individuais já são obrigados a declarar ativos criptográficos desde 2019. As novas regras transferem a responsabilidade para os provedores de serviços. Isso reduz a dependência de autoavaliação e fecha lacunas. Moedas digitais do banco central e alguns produtos de dinheiro eletrônico estão excluídos.

Reação Global e da Indústria

O movimento da Colômbia faz parte de uma tendência global. Mais de 48 jurisdições se juntaram ao Marco de Relato de Ativos Cripto do OCDE. Este marco promove a diligência padronizada e o compartilhamento de dados transfronteiriços.

A França adotou regras semelhantes para investidores ricos em criptomoedas. A Argentina e o Brasil também endureceram as regulamentações.

A reação da indústria é mista. Os apoiadores argumentam que regras claras atrairão investidores institucionais e fortalecerão o setor de fintech da Colômbia. Camilo Gantiva Hidalgo, advogado de serviços financeiros da Holland & Knight, afirmou que a resolução cumpre acordos internacionais e poderia melhorar a posição global da Colômbia.

Advocados da privacidade e entusiastas da criptografia estão preocupados. A redução da anonimidade pode incentivar os usuários a migrarem para plataformas descentralizadas ou ferramentas de privacidade, como misturadores.

Imposto O especialista Juan Pablo Díaz aconselhou os usuários a manter registros detalhados das transações, incluindo custos de aquisição e origens. Ele alertou que os indivíduos devem se preparar para uma maior fiscalização.

A Resolução 000240 demonstra o esforço da Colômbia para equilibrar inovação e responsabilidade fiscal. À medida que os mercados de criptomoedas se expandem nas economias emergentes, essas regras podem servir como modelo para outras nações seguirem. O objetivo é garantir que a riqueza digital contribua para a receita nacional, enquanto reduz os riscos.

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