O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, publicou recentemente um artigo listando oito atualizações ainda não concluídas no sistema financeiro moderno, segundo sua visão. Analistas da mídia externa comentaram que este plano abrange áreas como tokenização de ativos do mundo real, negociação 24 horas, pagamentos com stablecoins, carteiras autocontroladas e ferramentas de conformidade baseadas em IA, mas essas propostas não são novas — o setor já apresentou ideias semelhantes repetidamente nos últimos anos.
O foco ainda é a integração de ativos na cadeia
Armstrong propôs que ativos como ações, títulos e imóveis sejam totalmente tokenizados para alcançar liquidação mais rápida, propriedade fragmentada e maior liquidez global. Segundo sua visão, a infraestrutura financeira on-chain pode reduzir intermediários e permitir que mais usuários acessem diretamente os mercados globais.
A mídia estrangeira aponta que essa narrativa está altamente alinhada com a rota de tokenização financeira impulsionada pelo setor cripto no início. A diferença é que a Coinbase agora enfatiza mais a integração de ativos financeiros tradicionais, redes de stablecoins e ferramentas de conformidade como infraestrutura viável, em vez de permanecer apenas no nível conceitual.
Conformidade de IA e auto-custódia em paralelo
Na trajetória técnica, Armstrong listou ferramentas de conformidade impulsionadas por IA como componentes-chave, argumentando que essas ferramentas ajudam a conectar o sistema financeiro tradicional aos sistemas on-chain. Ele também defende a ampliação da disponibilidade de carteiras auto-custodiadas, permitindo que qualquer usuário com um smartphone possa detê-las e transferi-las diretamente.
- Os principais focos incluem a tokenização de ativos do mundo real
- Os cenários de pagamento incluem stablecoins e transferências internacionais.
- A infraestrutura também inclui conformidade com IA e carteiras auto-hospedadas
O artigo argumenta que este plano tenta resolver simultaneamente dois tipos de problemas: um relacionado à eficiência de pagamentos transfronteiriços e fluxo de ativos, e outro ao custo de conformidade e barreiras de entrada. Se avançado nessa direção, pagamentos com stablecoins, liquidação na cadeia e pools globais de liquidez se tornarão pilares fundamentais.
O verdadeiro gargalo ainda está na avanço da regulamentação
A mídia externa considera que a própria tecnologia não é o maior desafio. Os obstáculos mais realistas permanecem a falta de clareza regulatória e a lentidão na adoção de infraestruturas financeiras em cadeia por grandes instituições. Armstrong também apela, no artigo, por uma abordagem regulatória mais favorável à inovação, defendendo a criação de regras baseadas em risco, em vez de restrições uniformes.
O artigo também menciona que a insatisfação da Coinbase com a lentidão dos avanços regulatórios nos Estados Unidos está aumentando. Especialmente em áreas como o comércio de ações tokenizadas, a demora na aprovação nos EUA está levando o setor a buscar ambientes de mercado mais favoráveis no exterior.
Com base nisso, a mídia estrangeira conclui que o discurso concentrado de Armstrong não é apenas uma declaração de visão setorial, mas também um sinal enviado às autoridades regulatórias dos EUA: se o mercado local não estabelecer um quadro claro em tempo hábil, as infraestruturas e atividades de capital relacionadas podem continuar a se deslocar para outras jurisdições.




