Homem chinês rouba 107 BTC de um conhecido enquanto ajudava a registrar a carteira, condenado a 10 anos e 9 meses

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Um homem chinês em Qingdao foi condenado a 10 anos e 9 meses por roubar 107 BTC de um conhecido enquanto ajudava a registrar uma carteira de moeda virtual. Zhang obteve a frase mnemônica e transferiu os BTC em várias transações, convertendo cerca de 660.000 RMB. O tribunal decidiu a favor da acusação de furto, reforçando que o BTC, como proteção contra a inflação, ainda é tratado como propriedade sob a lei penal, apesar de não ter status de moeda legal. O caso também levantou preocupações relacionadas a CFT devido à transferência ilícita em grande escala.

Notícia da Mars Finance: recentemente, o Ministério Público da Distrito de Licang, Qingdao, Província de Shandong, na China, processou um caso de roubo de Bitcoin. O réu, Zhang XX, obteve a frase de recuperação ao ajudar um conhecido a registrar uma carteira de criptomoedas e, posteriormente, transferiu 107 BTC em várias operações, o que equivale a mais de 50 milhões de yuans conforme o preço de mercado atual. Zhang alegou que seu comportamento era uma “tomada de controle protetiva”, mas o Ministério Público constatou que ele transferiu os BTC roubados por várias plataformas de negociação e os converteu em mais de 660 mil yuans em moeda fiduciária. O Tribunal do Distrito de Licang condenou Zhang em primeira instância por roubo a 10 anos e 9 meses de prisão, além de multa de 100 mil yuans; a apelação manteve a sentença original. Segundo a reportagem, o promotor responsável no caso, baseando-se rigorosamente na lei e nas políticas judiciais, concluiu que, embora as políticas regulatórias da China neguem o status de moeda legal às criptomoedas, não negam sua natureza patrimonial nem proíbem os cidadãos de detê-las ou transferi-las legalmente. O Bitcoin exige custos como poder computacional e capital para ser obtido, possuindo valor econômico; o titular pode exercer controle exclusivo e gestão por meio de chaves privadas e frases de recuperação, atendendo aos critérios centrais de “bens” na lei penal e podendo, portanto, ser objeto de roubo. Em relação à quantificação do valor, como as criptomoedas não possuem preço oficial, o Ministério Público do Distrito de Licang descartou estimativas baseadas no preço de mercado e adotou os 660 mil yuans efetivamente obtidos com a venda dos bens roubados como valor do roubo, garantindo assim uma condenação precisa, sentença adequada e harmonia entre o crime, a responsabilidade e a punição.

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