Brasil e México fortalecem medidas antilavagem de criptomoedas

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O Banco Central do Brasil implementou requisitos mais rigorosos de AML (Anti-Money Laundering) para provedores de serviços de ativos virtuais, exigindo auditorias independentes realizadas por entidades registradas na CVM para obter licenças operacionais. México e UE também uniram forças para fortalecer a cooperação em AML durante a 8ª Cúpula México-UE, juntamente com um acordo de investimento de €5 bilhões. Enquanto isso, o aumento da liquidez e dos mercados de criptoativos pressiona os reguladores globalmente. A administração Trump incluiu as gangues brasileiras CV e PCC na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados, com conformidade prevista para 5 de junho.

Bem-vindo ao Latam Insights, uma compilação das notícias mais relevantes de crypto da América Latina na última semana. Nesta edição, o Brasil adiciona requisitos de auditoria para VASPs, México e UE exploram oportunidades para combater a lavagem de dinheiro de crypto em escala global, e o governo dos EUA declara as gangues do Brasil como organizações terroristas globais.

  • Principais destaques:

    • Sob a Instrução 739, o Brasil exige auditorias independentes registradas na CVM para conceder licenças de crypto.
    • Claudia Sheinbaum assinou um acordo de €5 bilhões com a UE, permitindo que o México coordene regras globais de combate à lavagem de dinheiro.
    • Marco Rubio classificou CV e PCC como terroristas globais, com penalidades de conformidade com FTO começando em 5 de junho.
  • Novas regras para Crypto no Brasil: Banco Central exige auditorias independentes rigorosas para VASPs

    O Banco Central do Brasil introduziu mais um requisito para aprovar a operação de provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs) no país.

    Sob a Instrução Normativa nº 739, emitida na sexta-feira, o banco agora exige que as VASPs apresentem uma auditoria independente realizada por uma entidade registrada na Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) para obter licenças operacionais.

    As auditorias, referidas como “relatórios de garantia razoável”, devem conter dados avaliando a conformidade legal da VASP em diferentes aspectos, incluindo política institucional, estrutura organizacional e treinamento de funcionários; avaliação interna de risco quanto ao uso dos produtos e serviços da empresa na prática de crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo; e procedimentos projetados para conhecer seus clientes.

    Insights da Latam: A guerra global contra a lavagem de cripto aquece no México e no Brasil

    México e a UE unem forças para combater a lavagem de dinheiro em Crypto global

    Roberto Velasco Álvarez, ministro das Relações Exteriores do México, e Kaja Kallas, vice-presidente da Comissão Europeia, revelaram que os dois países estão examinando maneiras de colaborar para combater as atividades de lavagem de dinheiro em crypto em ambas as jurisdições.

    O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa na 8ª Cúpula México-UE, onde o presidente do México, Claudia Sheinbaum, e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, assinaram um acordo comercial que inclui um investimento de €5 bilhões no México.

    “Em relação à cooperação em segurança entre o México e a União Europeia, discutimos hoje como organizações criminosas estão realizando atividades em escala global—como a lavagem de dinheiro—and, claro, questões relacionadas ao uso de cryptocurrencies para esse tipo de atividade ilícita,” afirmou Álvarez.

    Administração Trump classifica as gangues mais mortais do Brasil como terroristas globais designados especialmente

    Na quarta-feira, o Secretário de Estado Marco Rubio anunciou a designação de dois dos maiores grupos criminosos brasileiros, Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs), e revelou sua intenção de designá-los também como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho.

    De acordo com Rubio, esses dois grupos “comandam milhares de membros e organizaram ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis”, e expandiram suas atividades além das fronteiras do Brasil. A medida ocorre após o senador Flavio Bolsonaro, oponente do presidente Lula nas próximas eleições, pressionar por essa medida.

    Essas duas organizações foram identificadas como utilizando criptomoeda para lavagem de dinheiro e como extensão de suas atividades principais, adicionando um elemento crypto a essa iniciativa.

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