Uma recuperação contra a tendência que levou o Bitcoin a US$82.800 fez pouco para alterar a perspectiva pessimista de um analista — pois ele afirma que o recuo em si é prova de que o padrão está se repetindo.
O que os gráficos estão mostrando
Benjamin Cowen, fundador e CEO da Into The Cryptoverse, aponta para uma rejeição recorrente na média móvel simples de 200 dias como um sinal chave. A mesma coisa aconteceu em 2018 e 2022, e ambas as vezes ocorreu logo antes da última queda.
Cowen também observou que alguns rallies contracíclicos em ciclos passados duraram mais de 20 semanas. O atual durou 16 semanas, o que, segundo ele, enfraquece o argumento de que o bitcoin já encontrou seu piso.
O ciclo de quatro anos para o bitcoin não está morto.
O bitcoin atingiu seu pico quando sempre atingiu (dentro de 1 semana, medido do baixo ao alto), então por que não poderia atingir seu fundo perto do final do ano de mandato intermediário, assim como geralmente tem feito? (1/x) pic.twitter.com/Spoh4s6NRG
— Benjamin Cowen (@benjamincowen) May 25, 2026

Bitcoin atingiu o pico conforme programado
Segundo Cowen, a alta do bitcoin até $126.200 em outubro de 2025 ocorreu dentro da janela de ciclo esperada, medida do mínimo anterior até o máximo. Esse tipo de cronologia no topo, ele argumenta, torna mais difícil descartar o mesmo modelo ao analisar onde o fundo pode se posicionar.
Ciclos anteriores registraram seus mínimos nos meses finais do ano intermediário — dezembro de 2018 e novembro de 2022, especificamente. Com base nesse padrão, Cowen acredita que o fundo ainda está por vir, provavelmente no final de 2026.

Dois gráficos que ele compartilhou apoiam essa visão. Um rastreia o retorno sobre o investimento desde o pico do ciclo de mercado até o fundo do mercado de baixa. O outro rastreia o multiplicador desde os fundos do mercado de baixa até o próximo pico do mercado de alta. Ambos estão seguindo o formato dos ciclos anteriores, mesmo que os números brutos sejam menores desta vez.
Quando a queda pode ocorrer
Cowen anteriormente sinalizou maio e junho como o período em que o próximo declínio significativo começaria. Ele espera que essa movimentação leve o bitcoin abaixo do mínimo de 6 de fevereiro, de US$ 60.000 — um nível que vários outros analistas consideram o fundo do ciclo.
Nem todos enxergam outra queda por vir. O analista Sykodelic prevê que o bitcoin subirá além de US$ 90.000 em junho, após testar novamente um nível chave de suporte.
O debate reflete uma divisão mais ampla sobre como os analistas estão interpretando o mercado atualmente. A posição da Cowen baseia-se na ideia de que o ciclo de quatro anos, ligado ao cronograma de halving do bitcoin, continua a influenciar o comportamento dos preços de maneira previsível, apesar do crescimento do ativo e da mudança na estrutura do mercado.
Imagem em destaque do Pexels, gráfico do TradingView

