Rússia lançará bloqueio em massa de exchanges de cripto estrangeiras este verão

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Principais destaques
  • Prazo de verão de 2026: O bloqueio em massa de exchanges estrangeiras não registradas está previsto para começar em julho de 2026, alinhado à introdução de novas leis nacionais de criptoativos.
  • Captura de taxas de transação: o governo busca recuperar aproximadamente US$ 15 bilhões em taxas anuais atualmente pagas a exchanges globais, forçando os traders a utilizarem plataformas locais, como a Moscow Exchange.
  • Censura de alta tecnologia: Moscou está investindo US$ 29 milhões em ferramentas de IA para bloquear o acesso DNS e monitorar o tráfego para exchanges estrangeiras, pools de mineração e serviços de ativos digitais "inimigos".
A Rússia está supostamente se preparando para fechar as portas para exchanges estrangeiras de criptomoedas. Segundo especialistas do setor e atualizações legislativas recentes, o censor da internet russo, Roskomnadzor, está prestes a começar o "bloqueio em massa" de principais plataformas de negociação internacionais já no verão de 2026.

A estratégia de internalização de US$ 15 bilhões

A medida coincide com um novo quadro regulatório federal esperado para ser finalizado até 1º de julho de 2026. O principal objetivo de Moscou é redirecionar o grande fluxo de capital que atualmente sai do país. Segundo Sergey Shvetsov, presidente da Moscow Exchange, os cidadãos russos pagam atualmente cerca de US$ 15 bilhões anuais em taxas de transação para plataformas no exterior — receita que o Kremlin agora deseja capturar para exchanges domésticas, supervisionadas pelo Estado.

Aplicação com Inteligência Artificial

Diferentemente das tentativas anteriores de restringir o tráfego da internet, esta campanha de repressão provavelmente será apoiada por uma atualização técnica significativa. O Roskomnadzor supostamente está implementando ferramentas de IA e aprendizado de máquina no valor de US$ 29 milhões, especificamente projetadas para identificar e filtrar infraestrutura de criptomoedas "inimigas".
Especialistas sugerem que plataformas que demonstram disposição para cumprir sanções ocidentais (como OKX ou Bybit) serão os principais alvos. O "modelo bielorrusso" é frequentemente citado como o modelo a ser seguido, no qual todas as transações de criptomoeda devem ser roteadas por um gateway centralizado e aprovado pelo estado.

Perguntas frequentes

Cidadãos russos ainda poderão possuir criptomoedas?
Sim. As propostas atuais não proíbem a propriedade. Em vez disso, visam exigir que todos os negócios ocorram por meio de intermediários russos licenciados. Investidores varejistas "não qualificados" podem enfrentar limites anuais de compra—relatadamente cerca de 300.000 rublos (US$ 4.000)—para gerenciar riscos.
 
Os usuários podem contornar esses bloqueios com uma VPN?
Embora as VPNs sejam uma solução comum, o governo russo está simultaneamente reprimindo provedores de VPN e usando análise de tráfego baseada em IA para identificar e limitar ferramentas de contornamento de bloqueios. Especialistas alertam que confiar nesses métodos pode se tornar cada vez mais difícil e pode levar a custos de transação mais altos.
 
O que acontece com as exchanges "não amigáveis"?
Sob as novas leis, qualquer exchange que não hospedar seus servidores dentro da Rússia e não cumprir as leis locais de localização de dados provavelmente será bloqueada. Plataformas que historicamente cumpriram as sanções internacionais contra a Rússia correm o maior risco de serem incluídas na lista negra imediatamente.
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