
OpenAI afirma que seus modelos internos alcançaram três resultados em problemas que humanos tentavam resolver há DÉCADAS: um em matemática, um em computação e um em física. Em matemática, trata-se da conjectura de suavização local. Ela aborda como as ondas se concentram, e a ideia é que o pico mais extremo de concentração dura apenas um instante. O problema estava aberto desde 1991, e os humanos só haviam conseguido resolver o caso mais simples. Se a prova da OpenAI se sustentar, ela também resolve outro quebra-cabeça clássico, o de Kakeya, que pergunta qual é o tamanho mínimo que uma figura pode ter para conter uma linha apontando em cada direção. Não tem aplicação prática direta, mas encerra uma questão que a área busca há décadas. Em computação, trata-se da Hipótese do Tempo Exponencial. A OpenAI afirma ter provado que ela é falsa. A hipótese afirma que alguns problemas difíceis não têm atalhos, ou seja, para resolvê-los é necessário testar quase todas as combinações possíveis. Centenas de artigos partiam dessa hipótese para afirmar que certas coisas não podiam ser feitas muito mais rapidamente. Se ela for realmente falsa, existe um atalho que quase ninguém esperava, e essas conclusões perdem sua base fundamental. Em física, trata-se da existência matemática da QCD, a cromodinâmica quântica. A QCD é a teoria que explica como quarks e glúons mantêm o núcleo atômico unido. Ela é utilizada há cerca de 50 anos e se alinha com experimentos, mas ninguém havia provado matematicamente que ela se sustenta como teoria rigorosa. A OpenAI afirma ter feito essa prova. Uma parte disso, a teoria de Yang–Mills, faz parte de um dos sete Problemas do Milênio, aqueles que oferecem US$ 1 milhão de prêmio, mas o prêmio exige mais do que a OpenAI afirma ter provado. Ninguém externo ainda confirmou nada, e a prova em física nem foi publicada. Segundo a OpenAI, os modelos chegaram à prova de física entre 9 e 18 de setembro e aos outros dois resultados entre 16 e 18 de outubro. Agora são os humanos que irão verificar.
