O Brasil apresenta projeto de lei de 1 milhão de Bitcoin para reserva estratégica – primeiro país do G20 a codificar.
As manchetes recentes sobre o Brasil introduzir (ou, mais precisamente, reintroduzir em forma expandida) um projeto de lei para criar uma reserva estratégica de Bitcoin com meta de até 1 milhão de BTC representam um desenvolvimento significativo na adoção soberana de criptomoedas. Esta proposta, que surgiu prominentemente em meados de fevereiro de 2026, constrói sobre esforços legislativos anteriores e gerou ampla discussão nas comunidades cripto. Ao mesmo tempo, propostas relacionadas abordam a tributação de stablecoins, refletindo a abordagem dupla do Brasil: abraçar certos ativos digitais enquanto aperta a supervisão fiscal sobre outros.
O projeto em questão é uma versão atualizada e reintroduzida do Projeto de Lei 4501/2024 (também referenciado com IDs relacionados como 2601408 no rastreamento parlamentar). Originalmente apresentado no final de 2024 por figuras como o deputado federal Eros Biondini, ele avançou por etapas iniciais de comitês e uma audiência pública em 2025. A versão reintroduzida, apresentada por volta de 13 de fevereiro de 2026 pelo deputado federal Luiz Gastão (PSD/CE) como relator, expande significativamente o escopo.
Elementos-chave incluem:
• Criação da RESBit (Reserva Estratégica Soberana de Bitcoin).
• Meta de acumulação: Pelo menos 1.000.000 de BTC (1 milhão de Bitcoin) em um período de cinco anos, por meio de compras graduais e planejadas.
• Mecanismo de financiamento: Potencialmente retirado das reservas cambiais do Brasil (estimadas em cerca de US$ 300–370 bilhões nos últimos anos), com versões anteriores limitando a alocação a até 5%; o alvo expandido implica um compromisso muito maior se totalmente realizado.
• Custo estimado: Com preços do Bitcoin em torno de US$ 66.000–70.000 (prevalentes nos relatos iniciais de 2026), isso poderia totalizar aproximadamente US$ 66–70 bilhões para o valor total, embora a implementação faseada espalhasse esse custo ao longo do tempo.
• Disposições adicionais:
• Proibição de vender Bitcoins apreendidos (por exemplo, provenientes de ações judiciais ou de aplicação da lei), mantendo-os sob controle público.
• Permissão para pagamento de impostos em Bitcoin.
• Incentivo à mineração de Bitcoin apoiada ou controlada pelo Estado.
• Promoção de padrões federais de custódia e adoção da blockchain para diversificar reservas, hedge contra inflação/riscos cambiais e reduzir a dependência de ativos tradicionais como o dólar americano.
Isso posiciona o Brasil como potencialmente o primeiro país do G20 a codificar legislativamente o Bitcoin como ativo de reserva soberana, seguindo inspirações das discussões nos EUA sobre reservas estratégicas semelhantes.