
A hiperinflação mais dramática da história da humanidade ocorreu na Alemanha há 100 anos. Em 1921, um pão custava 163 marcos. Dois anos depois, em novembro de 1923, o mesmo pão custava 200 bilhões de marcos. Um aumento de 1,25 bilhão de vezes. O preço dos jornais foi ainda pior. Custava 0,3 marcos em 1922, e, no final de 1923, já custava 1 milhão de marcos. Mais de 3 milhões de vezes em menos de um ano. Naquela época, os alemães corriam para a loja assim que recebiam o salário. Porque, se deixassem o dinheiro no banco por apenas um dia, na manhã seguinte já não poderiam comprar nada com ele. As notas de papel valiam menos que lenha. E, por isso, realmente queimavam dinheiro para se aquecer. Foi o exemplo mais extremo de que o próprio papel com números impressos não tem nenhum poder intrínseco.
