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A maioria dos fundadores acha que segurança é apenas proteger o contrato inteligente. Mas aqui estão alguns mitos comuns versus a realidade que todo fundador precisa entender. > Mito: Uma vez que passamos por uma auditoria, estamos seguros. Realidade: Segundo meu ponto de vista, esse é um dos maiores equívocos no Web3. Uma auditoria não é um certificado de segurança; é uma revisão do seu código em um ponto específico no tempo. No momento em que você lança um novo recurso, integra outro protocolo, atualiza um oracle ou muda sua infraestrutura de backend, seu perfil de risco muda. Uma auditoria ajuda a reduzir o risco, mas cada atualização subsequente merece o mesmo nível de atenção. > Mito: Hackers exploram apenas contratos inteligentes. Realidade: Acho que isso não é mais verdade. O que vimos nos últimos anos é que algumas das maiores perdas não vieram de bugs em Solidity — vieram de chaves privadas comprometidas, phishing, falhas de controle de acesso, infraestrutura de backend, signatários de oracle e erros operacionais. Seu frontend, APIs, pipeline de implantação, carteiras e infraestrutura fazem parte da sua superfície de ataque. Na minha opinião, fundadores precisam pensar além do contrato inteligente. Sua infraestrutura, chaves e processos operacionais são tão importantes quanto. > Mito: Somos pequenos demais para sermos um alvo. Realidade: Atacantes normalmente não se importam com quantos seguidores seu projeto tem. Eles se importam com uma coisa: se conseguem extrair valor. Se seu protocolo possui ativos ou usuários, você já é interessante para alguém. Esperar até estar grande o suficiente para investir em segurança muitas vezes é tarde demais. > Mito: Um único signatário ou chave de administração confiável é suficiente. Realidade: Na minha opinião, cada chave privilegiada deve ser tratada como seu tesouro. Chaves de oracle, chaves de implantação, chaves de atualização, signatários de multisig, credenciais de backend — todas elas podem se tornar um único ponto de falha. Uma única credencial comprometida pode colocar todo o protocolo em risco. > Mito: Vamos melhorar a segurança após o lançamento. Realidade: Atacantes não esperarão até esse ponto. Fundadores frequentemente acreditam que a segurança pode ser adicionada em iterações posteriores. Infelizmente, explorações não seguem cronogramas de produto. O melhor momento para construir monitoramento, resposta a incidentes e segurança operacional é antes que os usuários confiem seus ativos a você. > Mito: Testes internos são suficientes. Realidade: Sua equipe sabe como o protocolo deveria funcionar. Um pesquisador externo pensa em como ele pode falhar. É por isso que auditorias, revisões competitivas, recompensas por bugs e testes contínuos desempenham papéis diferentes. A segurança se beneficia de perspectivas frescas. > Mito: Código aberto significa que alguém encontrará os bugs. Realidade: Código aberto melhora a transparência. Não garante que alguém revisará cada linha de código ou divulgará responsavelmente cada vulnerabilidade. Publicar código não é o mesmo que validá-lo. > Mito: Segurança é responsabilidade do auditor. Realidade: Esse provavelmente é o maior mudança de mentalidade que fundadores precisam fazer. Auditores ajudam a reduzir riscos. Mas a segurança é construída por todos: fundadores tomando decisões de produto, desenvolvedores escrevendo código, equipes DevOps gerenciando infraestrutura e equipes operacionais protegendo o acesso. Sempre acreditei que segurança não é algo que você termina — é algo que você melhora continuamente. Conclusão final: O cenário de segurança mudou. E acredito que nossa mentalidade em relação à segurança também precisa mudar junto com ele. Não basta mais focar apenas nos contratos inteligentes. Como fundadores, precisamos pensar em proteger todo o protocolo — desde contratos e infraestrutura até chaves, controles de acesso e todos os sistemas que mantêm o protocolo funcionando.

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