Série: A Verdade Sobre as Criptomoedas – Episódio 21 Episódio 21 da série "A Verdade Sobre as Criptomoedas". Desta vez, intitulado "O Momento em que Quebram: As Réplicas que Já Ocorreram", revisitamos casos em que, apesar de as stablecoins parecerem estáveis, múltiplas instabilidades já se tornaram realidade. Embora ainda esteja fresca na memória a queda temporária do USDC até 0,87 dólar após a falência do Silicon Valley Bank (SVB) em março de 2023, esse não foi um evento isolado. Em 2018 e 2022, o USDT também sofreu breves desvios, lançando às partes envolvidas no mercado a pergunta fundamental: "Será que realmente voltará ao normal?". Houve até casos como o UST, que colapsou completamente até zero. Entre as stablecoins que prometem estabilidade, existe um ponto de virada entre aquelas que retornam ao par e aquelas que não retornam. Nesta semana, o mercado registrou entrada de US$ 132,3 milhões nos ETFs de Bitcoin em 17 de julho e US$ 36,7 milhões nos ETFs de Ethereum. Isso interrompeu uma sequência de oito semanas de saída de capital dos ETFs de Bitcoin, mas ao mesmo tempo reforçou uma avaliação mais cautelosa sobre a base de confiança das stablecoins. Embora principais moedas como USDC e USDT pareçam "fixas em 1 dólar", foi novamente confirmado que riscos estruturais estão embutidos — como a qualidade e composição dos ativos de reserva, e a resposta a crises de liquidez. A "estabilidade" das stablecoins depende de múltiplos fatores interligados: qualidade e escala das reservas, sistema de resgate, solidez financeira da entidade emissora e ambiente regulatório. No caso do USDC durante o choque do SVB, a paridade foi restaurada em poucos dias; já as stablecoins algorítmicas, como o UST, caem abruptamente até zero assim que quebram. A estabilidade aparente e a vulnerabilidade subjacente são sempre duas faces da mesma moeda: mesmo que a entrada de capital nos ETFs sustente temporariamente o sentimento do mercado, permanece o risco de impacto sistêmico caso a confiança nas stablecoins fundamentais seja abalada. Para identificar futuramente os pontos de divergência entre "aquelas que voltaram" e "aquelas que não voltaram", é essencial monitorar as informações sobre reservas das emissoras, tendências regulatórias e os processos reais de recuperação quando desvios ocorrem no mercado. Mesmo stablecoins que parecem estáveis são, na verdade, apenas aquelas que ainda não quebraram — e, como as réplicas passadas demonstraram, sempre há o potencial de voltarem a se mover fortemente. #markets #investimento ※ Investimentos envolvem riscos. A decisão final é de sua responsabilidade.
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