Mensagem do BlockBeats, 21 de agosto: o co-fundador da Ethereum, Vitalik Buterin, publicou o novo artigo "Obfuscation (Parte 3): Local Mixing", apresentando detalhadamente uma linha de pesquisa em criptografia de obfuscação chamada "Local Mixing" e afirmando que ela pode se tornar uma nova ferramenta básica de criptografia, após curvas elípticas, RSA e criptografia de reticulados.
Vitalik afirmou que as técnicas atuais de confusão predominantes dependem principalmente de suposições matemáticas complexas, mas frequentemente apresentam alto custo computacional; já a mistura local adota uma abordagem completamente diferente, não dependendo de curvas elípticas, fatoração de inteiros grandes ou criptografia de reticulados, mas sim aproveitando a experiência no design de criptografia simétrica e funções hash, eliminando vazamentos de informação por meio da constante embaralhamento, reconstrução e ocultação da estrutura do circuito, mantendo a funcionalidade inalterada. As técnicas de mistura local incluem principalmente etapas como reversibilidade, endurecimento, mistura, divisão, caminhada cruzada e "componentização", que introduzem estruturas aleatórias no circuito, reorganizam portas lógicas e utilizam mecanismos de ocultação não lineares, dificultando a recuperação da lógica computacional original por atacantes.
Vitalik observou que a tecnologia ainda está em estágio inicial, sua segurança ainda não foi validada a longo prazo e enfrenta desafios como ataques aleatórios e análise linear. No entanto, ele considera que a mistura local representa um novo caminho de exploração criptográfica, cujo objetivo é construir esquemas mais eficientes de confusão indistinguível (iO). Se a tecnologia de mistura local alcançar uma ruptura, poderá levar a novos esquemas de criptografia de chave pública resistentes a quantum e impulsionar o desenvolvimento de técnicas de confusão universais. Atualmente, esse campo ainda requer anos de análise criptográfica e validação de otimização, mas pesquisas assistidas por IA podem acelerar significativamente esse processo de amadurecimento.
Vitalik afirmou que a confusão técnica é considerada a "última fronteira" da criptografia, pois, teoricamente, outros primitivos criptográficos podem ser construídos com base em confusão e funções unidirecionais, e a mistura local não apenas pode reduzir o custo de esquemas de confusão tradicionais, mas também se tornar uma direção importante para a infraestrutura criptográfica do futuro.

