Visa acabou de publicar silenciosamente o tipo de número de crescimento que faz empreendedores de fintech ficarem olhando para o teto às 3 da manhã. O volume de liquidação de stablecoins da empresa atingiu uma taxa anualizada de US$ 20 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2026, um valor que representa um aumento de 15 vezes em comparação com o mesmo período do ano passado.
Para colocar essa trajetória em perspectiva: a Visa estava operando em cerca de US$ 3,5 bilhões anualizados no final de 2025, atingiu US$ 7 bilhões em abril de 2026 e agora quase triplicou novamente em poucos meses. Os cartões vinculados a stablecoins se tornaram um dos segmentos de crescimento mais rápido em todo o portfólio da Visa.
A explosão do programa de cartões
Mais de 160 programas de cartões vinculados a stablecoins já estão ativos na rede da Visa globalmente. Os volumes de pagamento associados a esses programas aumentaram quase 200% em relação ao ano anterior.
O que torna isso interessante é o mecanismo. Os consumidores mantêm stablecoins, passam um cartão Visa e o comerciante recebe moeda fiduciária. A Visa gerencia a camada de conversão e liquidação entre eles.
Crédito Coop e a linha de crédito com zero inadimplência
Uma das partes menos chamativas, mas possivelmente mais consequentes dessa história envolve a parceria expandida da Visa com a Credit Coop. Juntos, eles operam um serviço de crédito rotativo denominado em stablecoin, projetado para resolver um ponto específico de dor: emissores de cartões em estágio inicial frequentemente enfrentam dificuldades para financiar suas obrigações diárias de liquidação com a Visa.
A instalação financiou cumulativamente mais de US$ 2,5 bilhões desde o lançamento em 2023, abrangendo mais de 3.000 eventos individuais de empréstimo. A taxa de inadimplência em todas essas transações é exatamente zero.
Os programas que utilizam essa facilidade reduziram seus custos de empréstimo em até 30% em comparação com métodos de financiamento tradicionais.



