O governo dos EUA autorizou cerca de 10 empresas chinesas a comprar os chips de IA H200 da Nvidia. O detalhe: nenhuma delas recebeu realmente nenhum.
O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, revelou em 15 de maio que as restrições à exportação de semicondutores não foram um ponto principal nas suas discussões com autoridades chinesas em Pequim. Ele caracterizou quaisquer possíveis compras de chips H200 por empresas chinesas como uma “decisão soberana”, uma maneira diplomática de dizer que a bola está com a China.
As aprovações, a taxa adicional e o silêncio
A lista de compradores aprovados inclui Alibaba, Tencent, ByteDance, JD.com, Lenovo e Foxconn, cada um elegível para comprar até 75.000 unidades H200.
As vendas aprovadas vêm com um acréscimo de 25% e revisões de segurança obrigatórias.
Até meados de maio de 2026, nenhum H200 cruzou o Pacífico para nenhum desses compradores aprovados.
Uma mudança na política, não uma reversão da política
Essas aprovações representam uma mudança significativa em relação à abordagem anterior da administração Trump, que inicialmente operava sob uma política de negação geral para exportações de chips avançados para a China. O quadro atual passa a avaliar os pedidos de licença de exportação caso a caso.
Ao chamá-lo de "decisão soberana", Greer colocou o foco nas próprias escolhas estratégicas da China, e não nas restrições dos EUA. O Partido Comunista Chinês tem promovido agressivamente a produção doméstica de semicondutores, com a linha Ascend de chips de IA da Huawei recebendo foco particular, e Pequim incentivando suas gigantes de tecnologia a adquirir produtos localmente sempre que possível.
O que isso significa para os investidores
Até 750.000 unidades H200 nas empresas chinesas aprovadas representariam um livro de ordens massivo, mas uma aprovação que nunca se converte em envio vale exatamente nada para o resultado final.
Os investidores devem observar dois sinais: se alguma remessa de H200 realmente ocorrer nos próximos meses, e se as capacidades domésticas de chips da China, especialmente as próximas gerações da Huawei, demonstrarem melhorias significativas de desempenho.
