A Uber reuniu silenciosamente uma das coalizões mais ambiciosas de veículos autônomos na história da tecnologia. Nos últimos dois anos, a empresa estabeleceu parcerias com, e em alguns casos investiu diretamente em, cerca de 30 empresas de veículos autônomos, posicionando-se não como fabricante de carros ou mesmo como desenvolvedora de software de direção autônoma, mas como a camada de plataforma que se situa acima de todas elas.
A aposta de US$ 10 bilhões
O compromisso total da Uber com iniciativas de veículos autônomos agora ultrapassa US$ 10 bilhões. Esse valor inclui mais de US$ 2,5 bilhões em participações acionárias em empresas como WeRide, Lucid, Nuro, Rivian e Wayve.
O ponto central da estratégia é um plano para implantar pelo menos 20.000 robotaxis autônomos baseados na plataforma Lucid Gravity, alimentados pela pilha de autonomia da Nuro, a partir de 2026. O Uber supostamente investiu cerca de US$ 300 milhões na Lucid para tornar isso possível.
No lado da infraestrutura, a empresa reservou US$ 100 milhões especificamente para desenvolver redes de carregamento rápido em dez cidades-alvo de veículos autônomos até o final de 2026.
Em fevereiro de 2026, a Uber formalizou tudo isso sob uma unidade de negócios dedicada chamada “Uber Autonomous Solutions”. A unidade fornece infraestrutura, dados, mapeamento e suporte operacional à sua crescente lista de parceiros de VA.
A lista de parceiros parece um who’s who da condução autônoma. Waymo, Zoox e Motional são todos colaboradores ativos. A Rivian está direcionando 50.000 veículos R2 para implantação em 2028. E uma colaboração com a NVIDIA visa expandir as operações de AV da Uber para uma frota de 100.000 veículos até 2027.
A Uber agora está facilitando operações de robotáxis e entrega de veículos autônomos em mais de 10 mercados dos EUA, com planos de expansão adicional à medida que os quadros regulatórios se atualizam.
Por que os investidores em criptomoedas devem prestar atenção
O impulso da Uber em veículos autônomos atualmente não possui integração com criptomoedas. Nenhum token, nenhuma compartilhamento de dados baseado em blockchain, nenhuma coordenação descentralizada de corridas. A empresa explorou conceitos de blockchain para compartilhamento de dados de veículos autônomos entre 2017 e 2019, mas nada se concretizou em um produto lançado.
Vários projetos de criptomoedas já estão desenvolvendo em espaços adjacentes. Redes descentralizadas de infraestrutura física, ou protocolos DePIN, estão criando camadas de incentivo tokenizadas para tudo, desde cobertura sem fio até mapeamento GPS. Projetos como Hivemapper já construíram redes descentralizadas de mapeamento em nível de rua. O DIMO está tokenizando dados de veículos.
O que isso significa para os investidores
Para investidores tradicionais, o compromisso de US$ 10 bilhões sinaliza que a Uber vê a autonomia não como um projeto secundário especulativo, mas como seu negócio central do futuro. As participações acionárias na Lucid, Rivian e outras empresas também dão à Uber um ganho financeiro direto caso alguma dessas apostas se realize independentemente.
O setor DePIN é o beneficiário mais óbvio entre os investidores focados em criptomoedas. Projetos que desenvolvem mapeamento descentralizado, redes de dados de veículos e infraestrutura de mobilidade têm tudo a ganhar se o Uber ou seus parceiros começarem a integrar soluções nativas de criptomoedas.
