Segundo representantes da National Cryptocurrency Association dos EUA, Circle, Bank of America e ChangeNOW, a confiança continua sendo o principal obstáculo para a adoção mais ampla da criptomoeda.2026 Consensus em Miami.
Ali Tagg, da National Cryptocurrency Association dos EUA, afirmou que pesquisas mostram que “o maior obstáculo enfrentado por não detentores de criptomoedas é que eles simplesmente não entendem criptomoedas”, apontando a complexidade, a terminologia e a desinformação como desafios contínuos.
Um painel de especialistas da Circle, Bank of America e ChangeNOW afirmou que a confiança é construída gradualmente por meio da experiência do usuário, e não apenas por declarações técnicas. Britt Cambas da Circle destacou: “Você não pode ganhar confiança técnica em 30 segundos”, enfatizando que clareza e simplificação são pré-requisitos para a adoção de novas tecnologias pelos usuários.
Rachel Castro do Bank of America disse que a confiança é o núcleo dos serviços financeiros e “fácil de quebrar”, acrescentando que, uma vez perdida, a reconstrução da confiança leva mais tempo.
O palestrante enfatizou que o suporte ao cliente e a interação humana são fatores diferenciais-chave para plataformas de criptomoedas. Pauline Shangett, da ChangeNOW, disse: “Para mim, o fator mais importante na confiança de projetos Web3 é sentir que se está lidando com pessoas reais”, apontando que a indústria como um todo apresenta deficiências no suporte ao usuário.
Cambas afirmou que é essencial reduzir a ambiguidade nos produtos e parcerias, destacando que simplificar sistemas complexos é mais eficaz para impulsionar a adoção do produto do que lançar novas funcionalidades.
Os especialistas presentes também destacaram que a educação é um passo necessário para orientar novos usuários. Tag disse que, para alcançar o público mainstream, a indústria deve “tornar os produtos extremamente simples de usar, fáceis de adotar e confiáveis”.
Esta discussão foi conduzida por Ashley Wright e focou na forma de projetar sistemas que priorizem transparência, disponibilidade e comunicação. Os palestrantes concordaram que a confiança deve ser incorporada ao design do produto, à interação com o cliente e aos quadros regulatórios, e não ser vista como uma função independente.


