Bitcoin foram vendidos de 27 de julho a 2 de agosto, e o acordo foi divulgado no relatório da empresa à Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos Estados Unidos (SEC).
O preço médio de venda de um bitcoin foi de $63.957. Após a transação, o saldo da Strategy permaneceu com 842.138 bitcoins, e o reservo da empresa em moeda fiduciária, segundo o relatório, aumentou para $4 bilhões.
Desde 2020, a empresa investiu US$ 63,51 bilhões em criptomoedas, com preço médio de compra de US$ 75.419 por moeda. Desde então até este ano, a Strategy vendeu bitcoins apenas uma vez, em 2022. Em 2026, esta é já a terceira venda de criptomoeda principal pela empresa: no final de maio, a Strategy vendeu 32 bitcoins e no início de julho, 3.588 BTC. O presidente da empresa, Michael Saylor, já disse repetidamente que a Strategy não venderá bitcoins enquanto o preço da primeira criptomoeda não cair para US$ 8.000. Após a primeira transação de venda em maio, Saylor prometeu que a empresa compraria de 10 a 20 bitcoins para cada um vendido.
Na semana passada, a Strategy também vendeu 3.011.361 ações ordinárias do MSTR por aproximadamente US$ 290,6 milhões. Parte da receita, US$ 250 milhões, foi utilizada para recompra de ações do STRC.
STRC praticamente não reagiram à notícia da nova venda de bitcoins: no pré-mercado, as ações subiram 0,38%, para $89,46, e ainda permanecem significativamente abaixo do valor nominal de $100. O CEO da empresa, Phong Le, afirmou recentemente que a empresa pretende recomprar ações STRC regularmente até que seu preço atinja o valor nominal. Uma semana antes, a empresa realizou seu primeiro buyback, comprando 288.930 STRC por $25 milhões.
No final de julho, a Strategy informou um prejuízo líquido de US$ 8,2 bilhões de abril a junho. Para comparação, nos mesmos meses do ano passado, a empresa registrou um lucro de US$ 10 bilhões. A principal causa dos prejuízos foram perdas não realizadas, conhecidas como perdas em papel, devido à queda do bitcoin, cujo preço ficou 40% abaixo do nível do ano passado.

