TL;DR
- Starcloud, uma startup de centro de dados orbital apoiada pela Nvidia, planeja lançar uma nave espacial ainda este ano capaz de operar hardware de mineração de bitcoin em órbita.
- A empresa afirma que os chips de mineração ASIC são muito mais baratos por unidade de potência em comparação com as GPUs, tornando-os um forte candidato para cargas de trabalho de computação no espaço.
- Se o experimento funcionar, a infraestrutura de mineração movida a energia solar em órbita poderá abrir uma nova fronteira para a rede global de computação do bitcoin.
A mineração de bitcoin mining pode em breve ultrapassar a superfície da Terra. A Starcloud, uma startup focada na construção de centros de dados orbitais, planeja implantar hardware especializado que minerará Bitcoin no espaço assim que seu segundo spacecraft entrar em órbita ainda este ano. A iniciativa testa se operar equipamentos de mineração fora da atmosfera terrestre pode oferecer vantagens econômicas e energéticas em comparação com instalações tradicionais em solo.
Clip sobre mineração de bitcoin pic.twitter.com/WXlp1BMya1
— Philip Johnston (@PhilipJohnston) March 8, 2026
Economia da Mineração de Bitcoin em Órbita
Segundo o CEO da Starcloud, Philip Johnston, a economia da computação espacial favorece o uso de circuitos integrados específicos de aplicação (ASICs) em vez de processadores gráficos de propósito geral. Esses chips são projetados especificamente para os cálculos necessários para garantir a rede Bitcoin.
Johnston explicou que as GPUs usadas para cargas de trabalho de inteligência artificial são significativamente mais caras por unidade de potência do que os ASICs de mineração. Uma GPU de alto desempenho que consome cerca de 1 quilowatt de eletricidade pode custar cerca de US$ 30.000, enquanto um ASIC de mineração com potência semelhante pode custar cerca de US$ 1.000.
Essa diferença torna a mineração de Bitcoin uma carga de trabalho atraente para sistemas de computação orbital. As operações de mineração funcionam continuamente e exigem grandes quantias de eletricidade, que a Starcloud planeja gerar por meio de painéis solares acoplados aos seus satélites. A energia solar em órbita opera sem muitas das perdas de transmissão ou limitações de uso da terra observadas na Terra.
A empresa também destaca que a mineração de bitcoin já consome cerca de 20 gigawatts de energia globalmente. Deslocar parte dessa demanda para a órbita poderia reduzir a pressão sobre as redes energéticas terrestres enquanto cria uma nova indústria de infraestrutura digital.

Infraestrutura Espacial e Expansão da Mineração de Bitcoin
Starcloud lançou seu primeiro satélite em novembro, transportando uma GPU Nvidia H100, marcando um dos chips de computação mais avançados já colocados em órbita. A missão testou se hardware de computação de alto desempenho pode operar de forma confiável nas condições adversas do espaço.
A startup foi fundada em 2024 com o objetivo de construir centros de dados orbitais em grande escala capazes de suportar inteligência artificial e computação de alto desempenho. Sua visão de longo prazo inclui uma constelação que eventualmente poderá envolver dezenas de milhares de satélites conectados em uma plataforma de computação distribuída.
A ideia de estender a infraestrutura de cripto além da Terra também atraiu o interesse de tecnólogos que estudam comunicações interplanetárias para ativos digitais. Alguns pesquisadores exploraram se as transações de bitcoin poderiam viajar por redes de satélites e retransmissão no espaço profundo no futuro.

