O serviço de internet por satélite Starlink da SpaceX agora conta com mais de 12 milhões de assinantes ativos em todo o mundo, uma marca alcançada no final do segundo trimestre de 2026. Isso representa um aumento em relação aos 10,3 milhões no final do Q1, que por sua vez já havia aumentado em relação aos cerca de 9 milhões no final de 2025.
Os números por trás do crescimento
A passagem de 9 milhões para 12 milhões em aproximadamente dois trimestres representa um aumento de 33% em meio ano. O serviço agora opera em mais de 160 países e territórios.
Com uma receita média por usuário de aproximadamente US$ 110 por mês, alguns cálculos rápidos colocam a receita anual de assinantes da Starlink em algo acima de US$ 15 bilhões.
Analistas projetam que o serviço poderá atingir entre 15 e 18 milhões de assinantes até o final de 2026. Um catalisador significativo para o crescimento contínuo é a implementação planejada de satélites de terceira geração (V3) ainda este ano, projetados para aumentar substancialmente a capacidade da rede.
Concorrência e o caminho à frente
A SpaceX reconheceu que a dinâmica de crescimento pode evoluir à medida que avança além de mercados subatendidos e entra em áreas urbanas mais competitivas. A implantação do satélite V3 tem como objetivo parcial abordar isso, oferecendo melhorias de capacidade que podem tornar o Starlink competitivo mesmo em áreas com opções de banda larga existentes.
O Projeto Kuiper da Amazon representa o concorrente mais crível a longo prazo. A $110 por usuário por mês, uma base de assinantes de 18 milhões representaria um fluxo de receita anualizado de aproximadamente $24 bilhões, posicionando o Starlink como um dos ativos de telecomunicações mais valiosos globalmente, mesmo antes de a SpaceX considerar seu negócio de foguetes.
