A SpaceX apresentou seu formulário de registro S-1 à SEC em 20 de maio, marcando o início do que pode se tornar um dos maiores IPOs da história. A valoração esperada situa-se entre US$ 1,75 trilhão e US$ 2 trilhões.
No documento, há uma divulgação de que a SpaceX detém 18.712 bitcoin, avaliados em aproximadamente US$ 1,45 bilhão, tornando-a um dos maiores detentores corporativos de BTC antes de uma oferta pública.
Ações espaciais aquecem durante a noite
O arquivamento desencadeou uma onda imediata de compras em todo o setor espacial e de satélites. Empresas europeias lideraram o movimento em 21 de maio, com a OHB subindo cerca de 12%, a Eutelsat saltando cerca de 10% e a SES ganhando cerca de 3,5%.
A SpaceX planeja listar na Nasdaq sob o ticker SPCX. O Goldman Sachs está liderando como principal underwriter, com o Morgan Stanley, o Bank of America, o Citigroup e o JPMorgan Chase fornecendo suporte.
Uma roadshow deve começar por volta de 8 de junho, com a estreia real da IPO prevista para meados de junho de 2026. O arquivo confidencial originalmente foi apresentado à SEC por volta de 1º de abril.
O ângulo do bitcoin que os investidores não podem ignorar
O estoque de 18.712 BTC da SpaceX não é apenas uma observação de rodapé no S-1. Qualquer pessoa que compre ações da SPCX no primeiro dia está obtendo exposição indireta ao bitcoin em uma escala que rivaliza com algumas das maiores tesourarias corporativas no espaço de ativos digitais, oferecendo aos investidores tradicionais uma alocação passiva em bitcoin, quer eles tenham pretendido ou não.
De US$ 1,25 trilhão para potencialmente US$ 2 trilhões em quatro meses
A empresa atingiu US$ 1,25 trilhão após sua fusão com a xAI em fevereiro de 2026, um acordo que uniu o negócio de foguetes de Musk com sua empresa de inteligência artificial. Agora, apenas quatro meses depois, a faixa de valoração no IPO sugere que o mercado pode valorizar a entidade combinada em até US$ 2 trilhões.

