A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul acabou de acionar o freio de emergência sobre produtos negociados em bolsa com alavancagem em ações individuais. O regulador anunciou uma suspensão temporária de todos os novos lançamentos, efetiva em 16 de julho de 2026, apenas sete semanas após o lançamento dos produtos com grande entusiasmo e volumes de negociação ainda maiores.
A medida visa ETFs e ETNs alavancados vinculados principalmente à Samsung Electronics e à SK Hynix, as duas gigantes de semicondutores que dominam o mercado de ações da Coreia. Em um raro momento de sinceridade institucional, autoridades da FSC, incluindo o governador Lee Chan-jin, expressaram publicamente arrependimento pela rapidez com que esses produtos foram lançados no mercado.
Da estreia ao pânico em sete semanas
A FSC aprovou ETFs alavancados de ações individuais em 30 de janeiro de 2026, posicionando a decisão como um esforço de modernização projetado para impedir que o capital dos investidores domésticos fluísse para o exterior. Os produtos entraram em operação em 27 de maio, com alavancagem limitada a 2x.
Os ativos combinados nesses ETFs alavancados aumentaram para cerca de 13-14 trilhões de won, aproximadamente US$ 8,6-9,1 bilhões, em pouco tempo. O valor acumulado de negociação atingiu 212 trilhões de won apenas no primeiro mês após o lançamento.
Um ETF ligado à SK Hynix teria experimentado uma movimentação de preço de 40% em um único dia de negociação. Uma movimentação de 40% em um produto com alavancagem 2x que rastreia uma única ação de semicondutor.
Novas limitações chegando em agosto
A partir de 5 de agosto de 2026, o saldo mínimo em dinheiro necessário para negociar esses produtos alavancados triplicará de 10 milhões de won para 30 milhões de won, aproximadamente US$ 20.300.
Os comerciantes também precisarão completar uma sessão obrigatória de educação para investidores de 1 hora antes de poderem acessar esses produtos. E os emissores serão obrigados a manter provedores de liquidez qualificados.
Especialistas do setor descreveram a intervenção como “atrasada” e a caracterizaram como uma correção de um “erro de política conhecido”.
