A SK Telecom está apostando pesado em se tornar a espinha dorsal da infraestrutura de IA na Ásia. A gigante sul-coreana de telecomunicações planeja construir até 15 gigawatts de capacidade de data centers de IA até 2035, uma escala tão imensa que rivaliza com o consumo total de energia de alguns países pequenos.
A primeira fase, com foco em 5 GW de capacidade, está programada para começar a operar em 2029.
A conexão com a Nvidia e o dinheiro por trás dela
A empresa-mãe da SK Telecom, SK Group, e a Nvidia anunciaram um projeto conjunto de IA em 7 de junho de 2026. A parceria centra-se na utilização da plataforma DSX da Nvidia para construir infraestrutura de nuvem de IA em escala de gigawatts.
A SK Telecom já criou uma subsidiária dedicada chamada SK Hyper, estabelecida em julho de 2026, para liderar a iniciativa de data centers. O conselho da empresa aprovou um investimento inicial de KRW 750 bilhões, aproximadamente US$ 506 milhões a US$ 510 milhões, a serem aplicados até 2030.
Os custos projetados para uma única instalação de classe 1 GW são estimados em cerca de KRW 70 trilhões.
As operações iniciais serão baseadas em Ulsan, com expansões planejadas para as regiões de Chungcheong e Honam. A SK Telecom apresentou um relatório 6-K em 30 de junho de 2026, detalhando o plano completo de expansão de 15 GW e descrevendo a participação esperada de parceiros estratégicos.
Por que isso importa além da Coreia do Sul
A SK Telecom está apresentando isso como “infraestrutura nacional”, e não apenas como uma iniciativa corporativa. O objetivo é posicionar a Coreia do Sul como um hub regional para computação de IA.
A Coreia do Sul já supera sua posição em semicondutores, graças à Samsung e à SK Hynix. Adicionar infraestrutura massiva de data centers de IA a essa equação cria uma cadeia de suprimentos de IA verticalmente integrada que poucas nações conseguem igualar.
O que isso significa para os investidores
O arquivo 6-K da SK Telecom sinaliza que parceiros estratégicos adicionais e contratos com clientes moldarão a estrutura de financiamento a partir de agora.
O lado de risco do balanço não está vazio. Uma expansão de 15 GW até 2035 é extraordinariamente ambiciosa. Geração de energia, capacidade da rede, aprovações regulatórias e cronogramas de construção apresentam todos riscos de execução. O compromisso inicial de US$ 506 milhões a US$ 510 milhões é uma fração do capital total necessário, e o financiamento para as fases posteriores permanece preliminar.
