Odaily Planet Daily: À medida que as preocupações dos investidores com os riscos do crédito privado aumentam, diversos grandes bancos de Wall Street e fundos de crédito privado estão adotando medidas para enfrentar pressões potenciais. Alguns bancos americanos estão apertando os empréstimos para crédito privado, enquanto os fundos estão limitando resgates dos investidores. Segundo dados da Moody’s, até junho de 2025, os bancos americanos forneceram cerca de US$ 300 bilhões em empréstimos para crédito privado e mais US$ 285 bilhões para fundos de private equity, com limites não utilizados de US$ 340 bilhões. As preocupações do mercado derivam de questões de avaliação e transparência, bem como dos riscos expostos em eventos de falência como First Brands e Tricolor. Análises indicam que os investidores continuam céticos quanto à exposição a ativos de software e tecnologia, somada à tensão de liquidez, o que pode manter o mercado de crédito privado sob pressão no curto prazo. As principais ações dos grandes bancos de Wall Street e dos fundos de crédito privado incluem:
1. O JPMorgan Chase reduziu a avaliação de empréstimos privados de crédito envolvendo o setor de software e diminuiu novos empréstimos.
2. O Morgan Stanley restringiu a resgate do North Haven Private Income Fund, atendendo apenas cerca de 45,8% dos pedidos dos investidores no primeiro trimestre para evitar desalinhamento de mercado.
3. A BlackRock impôs um limite de 5% para resgates no HPS Corporate Lending Fund; no primeiro trimestre, foram solicitados resgates de US$ 1,2 bilhão, mas apenas US$ 620 milhões foram liberados.
4. O fundo BCRED da Blackstone registrou resgate líquido de US$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre; os funcionários investiram US$ 400 milhões para preencher a lacuna, aumentando o limite de resgate trimestral de 5% para 7%.
5. A Blue Owl Capital vendeu US$ 1,4 bilhão em ativos para reembolsar os investidores e encerrou permanentemente a resgate de um fundo.
6. A Cliffwater limitou a proporção de resgates trimestrais do fundo em 7%, diante de pedidos de resgate de aproximadamente 14% dos investidores no primeiro trimestre. (Reuters)
