Um tribunal de Katowice aprovou a detenção preventiva de um quinto suspeito na investigação da Zondacrypto em 7 de setembro, marcando outro escalonamento no que se tornou um dos maiores casos de fraude em criptomoedas da Europa. O suspeito, identificado como Roman Ż., enfrenta acusações de associação criminosa organizada e fraude computacional relacionadas ao desvio de pelo menos 7,8 milhões de zlotys, cerca de US$ 2 milhões, de fundos de clientes.
Os prejuízos totais dos clientes ligados à exchange colapsada são estimados em pelo menos 350 milhões de zlotys, aproximadamente $94 milhões. Mais de 3.600 reclamações formais foram apresentadas.
De BitBay para o tribunal
A Zondacrypto começou como BitBay em 2014, rebrandando-se posteriormente em 2021. Em seu auge, a plataforma contava com mais de 1,3 milhão de usuários registrados, tornando-se uma das exchanges de ativos digitais mais proeminentes da Polônia.
As coisas se desfizeram em abril de 2026, quando as negociações na plataforma foram totalmente interrompidas. Os usuários se viram bloqueados de seus fundos, e as reclamações de retirada se acumularam rapidamente. O Escritório do Procurador Nacional em Katowice abriu formalmente uma investigação em 17 de abril de 2026.
Roman Ż. foi supostamente um ex-colega de negócios do fundador da exchange, Sylwester Suszek. Suszek desapareceu em março de 2022, juntamente com o CEO Przemysław Kral. Nenhum dos desaparecimentos foi resolvido publicamente.
Antes da prisão de Roman Ż., quatro outros suspeitos já haviam sido presos no final de agosto e início de setembro de 2026. Entre eles está Radosław Piesiewicz, presidente do Comitê Olímpico Polonês. As acusações contra o grupo incluem desvio de ativos e lavagem de dinheiro.
Nenhum suspeito admitiu publicamente a culpa.
Coordenação transfronteiriça e ativos congelados
Os promotores poloneses não estão trabalhando sozinhos nesse caso. A investigação envolve coordenação com as autoridades estonianas. Os promotores já estenderam o prazo da investigação para janeiro de 2027.
Em um desenvolvimento notável, os investigadores conseguiram congelar aproximadamente €4 milhões depositados em uma conta bancária francesa ligada ao caso.
O que a investigação significa para o cenário de criptomoedas da Polônia
A dimensão política, especificamente a detenção do presidente em exercício do Comitê Olímpico, garante que este caso permaneça nas manchetes polonesas muito além da mídia cripto. As conversas regulatórias na Polônia já estavam aquecendo à medida que o quadro da UE para Mercados de Ativos Cripto (MiCA) entra em plena implementação.
Para os 1,3 milhão de usuários registrados da exchange, a preocupação imediata é se alguma parte significativa dos prejuízos estimados em US$ 94 milhões pode ser recuperada. Congelamentos de ativos, como os €4 milhões na França, são um começo, mas representam uma fração do total.
Com a investigação estendida até início de 2027 e cinco suspeitos agora sob custódia, a investigação da Zondacrypto ainda está em seus capítulos intermediários.
